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                                                                     Compre AQUI os seus bilhetes para os ESPETÁCULOS E MESAS DE AUTORES do Folio 2016                                                                                                          
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Eurico Gonçalves

EURICO GONÇALVES nasceu em 1932, Abragão, Penafiel. Pintor, Professor/Formador e Crítico de Arte, membro da A.I.C.A. Surrealista desde 1949. Em 1950/51, escreveu e ilustrou Narrativas de Sonhos, Textos Automáticos e Poemas, compilados em 4 Cadernos Manuscritos, hoje parcialmente recuperados numa edição de luxo; aí, palavras, desenhos, colagens e guaches fundem-se numa só forma de expressão. Em alguns aspectos, a sua pintura aproximava-se já do neo-figurativo. Manifestando-se através do improviso, as suas figuras foram dando lugar a simples sinais gráficos, ágeis caligrafias abstractas, derivadas do gestualismo, com resultados extremamente depurados. A sua execução gestual rápida, mas serena, confronta-se com formas arquetípicas do Inconsciente Colectivo, tão defendido por Jung, que demonstrou haver uma grande conformidade entre o movimento impulsivo das mãos e o próprio estado de espírito. Por seu turno, André Breton declarou que a finalidade do Surrealismo é a reabilitação de todas as capacidades psíquicas. Desde 1964, Eurico Gonçalves tem publicado artigos de divulgação de Arte Contemporânea e estudos sobre a Expressão Livre da Criança, o Dadaísmo, o Zen e a Pintura-Escrita. Em 1966/67, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, onde trabalhou com o pintor francês Jean Degottex. Em 1971, foi distinguido com uma Menção Honrosa do Prémio da Crítica de Arte Portuguesa, subsidiado pela SoQuil. Em 1998, foi-lhe atribuído o Prémio de Pintura Almada Negreiros, subsidiado pela Fundação Cultural Mapfre Vida. Em 2005, Grande Prémio, Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira. Em 1972, prefaciou uma importante exposição de pintura de Henri Michaux, na Galeria S. Mamede, em Lisboa. Desde 1972 é membro do Conselho Técnico da S.N.B.A. Participou em numerosas colectivas, designadamente, na Bienal Internacional de Desenho Lis´79; no Festival Internacional de Pintura, em Cagnes-Sur-Mer (França), 1980; na XVII Bienal Internacional de S. Paulo (Brasil), 1983; em Um Rosto para Fernando Pessoa, C.A.M. / Gulbenkian, 1985; em Le XX.ème au Portugal, Bruxelas, 1986; na III Exposição Gulbenkian, 1986; em A Teatralidade na Pintura Portuguesa, F. Gulbenkian, 1987; na Arte Portuguesa Contemporânea, Osnabrück, Alemanha, 1992; na Primeira Exposição do Surrealismo ou Não, Galeria S. Mamede, Lisboa, 1994; em Desenhos dos Surrealistas em Portugal, Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto, 1999; em quase todas as Bienais de Cerveira, 1978-2005; nas Bienais Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, Museu Municipal de Amarante, 1997-1999-2001- 2003-2005; e em Olhares e Escritas na Arte Portuguesa desde 1960, Galeria do Palácio, Porto, 2003. Está representado no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; no Museu Amadeo de Sousa Cardoso, Amarante; nos Museus de Tomar (doação José- Augusto França), Castelo Branco, Estremoz e Museu da Bienal de Cerveira; no Centro de Estudos Surrealistas da Fundação Cupertino de Miranda, Famalicão; na Culturgest; no Museu do Chiado e em muitas Colecções Particulares em Portugal e no estrangeiro. Autor dos livros: A Pintura das Crianças e Nós – Pais, Professores e Educadores, Porto Editora, 1976; A Arte Descobre a Criança, Raiz Editora 1991; A Criança Descobre a Arte (3 volumes), Raiz Editora 1991/93 (colaboradora e co-autora Dalila d’ Alte); Narrativas de Sonhos e Textos Automáticos, 1950/51, Edições António Prates / Centro Português de Serigrafia, Lisboa, 1995; Dádá-Zen / Pintura-Escrita, Editora Quase, Famalicão, 2005 Ilustrou: História Trágico Marítima, edições Afrodite, 1971; Rainhas Cláudias ao Domingo, de Virgílio Martinho, Contexto Editora, 1982, Canções de beber, de Fernando Pessoa, Edições Tiragem, 1997; Antologia / Língua Portuguesa, 5º ano, 2º Ciclo, Raiz editora, 1997. Eurico expõe individualmente, desde 1954. Prefaciaram exposições suas personalidades ligadas ao Surrealismo, como Mário Cesariny (1954 e 1970), Cruzeiro Seixas (1983), José-Augusto França (1994 e 2000), Ernesto Sampaio (1999), os poetas visuais Ana Hatherly (1968), Ernesto de Melo e Castro (1978), os críticos de arte e ensaístas Fernando Pernes (1964 e 1968), Sílvia Chicó (1978, 1980, 1983 e 1994), Fernando António Baptista Pereira (1988), Joaquim Matos Chaves (1989 e 1992), Paulo Henriques (1999), Fátima Lambert (2000 e 2003), Maria João Fernandes (2003), o cineasta Lauro António (2001) e os Professores Perfecto Cuadrado (2006), António Nóvoa (2008) e Dalila d’ Alte Rodrigues (2010/11), que reconhecem a influência do Surrealismo e do espírito Zen na obra de Eurico Gonçalves. Filmografia: 2004: 42 anos de Pintura-Escrita Zen, 1962-2004, DVD de Carlos Castelo; 2004: RTP 2, Entrevista no atelier, Programa Entre Nós, Universidade Aberta, por Ana José Martins; 2006: Álvaro Queirós, (que consta nos acervos da Cinemateca Portuguesa ANIM): 2 entrevistas no atelier do pintor e filmagem da Visita Guiada à Exposição Antológica de Eurico Gonçalves (1949-2006), Fundação Cupertino de Miranda, Famalicão; 2009: Arte & Eros, Fac. Belas-Artes, Univ. Lisboa, Narrativas de Sonhos e Textos Automáticos, (DVD: locução João d’ Ávila; música: Michel; produção: Dalila d’ Alte; gravação sonora: Musicorde; fotografia e montagem: Digital Azul) Distinguido pela SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) com o Prémio de uma das 3 melhores exposições do ano 2010, intitulada “Dada-Zen / Pintura-Escrita”, Palácio Galveias, Lisboa. Exposição no Museu Municipal de Penafiel, sua terra natal, onde foi homenageado pela autarquia, com uma medalha de ouro.