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                                                                     Compre AQUI os seus bilhetes para os ESPETÁCULOS E MESAS DE AUTORES do Folio 2016                                                                                                          

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FOLIA l AULAS [clear filter]
Thursday, September 22
 

15:00

Mega Ferreira Sobre Cervantes
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Mega Ferreira

António Mega Ferreira nasceu em Lisboa em 1949. Iniciou-se no jornalismo em 1968 no Comércio do Funchal e passou depois pelo Jornal Novo, Expresso, ANOP e RTP, onde chefiou a redação do 2º canal e foi apresentador do Informação/2. Autor e apresentador de programas... Read More →


Thursday September 22, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Friday, September 23
 

15:00

Hélder Macedo sobre Camões
Aula sobre Luís de Camõesdo
Professor Helder Macedo

Poucos poetas mereceriam menos o destino póstumo de monumento nacional do que Luís de Camões. Fixá-lo numa imagem de grandeza estereotipada é neutralizar a grandeza real de quem preferiu ao conforto das ideias recebidas a precária procura de verdades ainda sem nome. Ao dignificar a experiência como base do conhecimento, Camões é um poeta moderno. Camões viveu num mundo em transição. Foi o primeiro poeta europeu com prolongada experiência directa de culturas diferentes da sua, noutros continentes. A percepção da diferença está também na base da sua concepção do amor. Usou a temática tradicional do exílio metafísico para registar os passos concretos de uma “vida pelo mundo em pedaços repartida” e, ao fazê-lo, deu expressão a um novo entendimento que contrapõe ao absoluto da ordem divina o relativismo da ordem – ou desordem – humana. O Camões nosso contemporâneo foi, assim, um poeta mais da dúvida do que da convicção, da ruptura mais do que da continuidade, da experiência mais do que da fé, da imanência mais do que da transcendência, e de uma sexualidade indissociável da espiritualidade do amor. A sua poesia inaugurou a percepção do mundo moderno, o mundo da diversidade, o nosso mundo de incertezas onde a contradição é a norma. Esta aula visa a demonstrar algumas das relações temáticas fundamentais na obra de Luís de Camões como diversamente manifestadas na sua poesia lírica, na épica de Os Lusíadase na ironia autobiográfica das cartas

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Hélder Macedo

Hélder Macedo nasceu na África do Sul e viveu em Portugal até 1959, data em que se mudou para Londres e se tornou colaborador regular da BBC até 1971. Em 1979 foi secretário de Estado da Cultura em Portugal e hoje é Professor Emérito no King's College, em Londres. A sua obra... Read More →


Friday September 23, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Saturday, September 24
 

11:00

Utopia e profetismo em Fernando Pessoa

Utopia e profetismo em Fernando Pessoa

Procura-se mostrar a importância da “utopia” no pensamento de Fernando Pessoa, do ponto de vista das articulações dos diferentes planos da sua obra – pois esta noção  atravessa-a por inteiro. A partir dos artigos d’ A Águia (1912), analisam-se os elementos embrionários do pensamento profético , do messianismo sebástico e da ideia de Quinto Império. Confronto entre razão e “inteligência analógica”. Que falta, então, para que a profecia do Quinto Império se constitua plenamente? Análise da crise de 1915 (cartas a Sá-Carneiro e a Cortes Rodrigues), essencial para a resolução do conflito entre neo-paganismo e teosofia/hermetismo. Características do Quinto Império: utopia, profetismo e “nacionalismo mystico”.  As duas faces do pensamento profético, heteronímia e transcendência da verdade. Solução? – a metafísica do Mysterio, como plano geral do pensamento pessoano.


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José Gil

Filósofo e pensador português nascido em 1939, em Lourenço Marques, Moçambique.  Em 1968 concluiu a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras de Paris, na Universidade da Sorbonne.  No ano seguinte fez o mestrado de Filosofia, com uma tese sobre a moral de Kant. Em 1982... Read More →


Saturday September 24, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Sunday, September 25
 

11:00

Maria Filomena Molder sobre Amadeo e Flaubert

O Conto de Flaubert A lenda de São Julião, o hospitaleiro e o livro único de Amadeo

Em Abril de 1877, Gustave Flaubert publicou um pequeno volume intitulado Três Contos, em rigor, a sua última obra acabada. O segundo conto chama-se “A lenda de São Julião, o hospitaleiro”. Foi o primeiro a ser escrito, e numa celeridade inhabitual, entre Setembro de1875 e Fevereiro de 1876. É provável que isso se deva à familiaridade longuíssima e intensa que ele teve com a história do santo: “Esta é a história de São Julião Hospitaleiro, mais ou menos como é contada num vitral de igreja, na minha terra”. Nestas palavras finais do conto Flaubert convida o leitor a uma investigação hermenêutica. 

Executadas durante a sua estadia na Bretanha no Verão de 1912 (muito provavelmente concluídas em Paris), ano de uma fertilidade imensa para o pintor, a cópia integral a pincel e a ilustração de Amadeo Souza-Cardoso correspondem àquele desafio, ao mesmo tempo que escapam à condenação que Flaubert fazia de qualquer propósito ilustrativo da sua obra e, em particular, deste conto. 

Neste contexto, trata-se precisamente de considerar as subtis e secretas interferências que se soltam das palavras copiadas a pincel, dos desenhos e das pinturas, que compõem o “exemplar-único original” de Amadeo, procurando a sua decifração. Eis o que se fará.

 

 

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Maria Filomena Molder

Maria Filomena Molder nasceu em 1950 e é professora catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutorada desde 1992, tendo desenvolvido a tese sobre O Pensamento morfológico de Goethe. Escreve para revistas literárias... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Monday, September 26
 

15:00

Eduardo Lourenço sobre Vergílio Ferreira
Aula Eduardo Lourenço sobre Vergílio Ferreira 

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Eduardo Lourenço

São Pedro de Rio Seco, Guarda, Portugal, 1923. Conclui a Licenciatura em Histórico-Filosóficas na Universidade de Coimbra em 1946, onde fica como professor assistente até 1953. Até 1958 é Leitor de Língua e Cultura Portuguesa nas Universidades de Hamburgo, Heidelberg... Read More →


Monday September 26, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Tuesday, September 27
 

15:00

Fernando Cabral Martins sobre Mário de Sá Carneiro
SÁ-CARNEIRO, ORPHEU E A VANGUARDA

Mário de Sá-Carneiro é o primeiro vanguardista da poesia portuguesa. É também a alma danada de Orpheu, e faz parte, com Fernando Pessoa e Amadeo de Souza-Cardoso, do grupo dos que são vanguardistas sem serem futuristas. A poesia e a prosa de Sá-Carneiro está associada, sobretudo a partir de 1913, à Vanguarda que ele conhece, por experiência directa, em Paris. No entanto, encontram-seem Sá-Carneiro aspectos de tradição, e o Simbolismo do século XIX é para ele tão importante como o Cubismo seu contemporâneo, por exemplo. Mas não há nele uma hesitação entre o antigo e o novo, antes um conflito que se manifesta do princípio ao fim da sua obra e que nunca se resolve, mantendo vivas tendências e atitudes contraditórias. A literatura de Sá-Carneiro corresponde a sensações e ideias que não só têm a ver com formas artísticas mas também com as coisas da vida. Ele cria um género literário novo, que identifica poema, carta, confissão e sonho, tudo ao mesmo tempo. De resto, quer Pessoa quer Almada Negreiros criam também géneros novos, só deles: o Modernismo português, pode dizer-se, é fortemente criador. Para Sá-Carneiro, a imaginação é geométrica, como sempre no caso da Vanguarda. Amadeo, por exemplo, define o Cubismo como uma Dzcaligrafia mental e literáriadz, o que se pode ligar a muitas definições do Sensacionismo dadas por Pessoa por volta de 1915, Sensacionismo ao qual Sá-Carneiro e Almada Negreiros aderem. O Sensacionismo é a poética que propõe a síntese de todas as poéticas. Há mesmo em Sá-Carneiro uma síntese do belo e do incoerente: é aquilo a que chama Dzbeleza erradadz. Escreve numa carta a Pessoa: DzPara mim basta-me a beleza – e mesmo errada, fundamentalmente erradadz. Assim é que a beleza moderna é inteiramente desconhecida dos antigos. E Sá-Carneiro é, por excelência, um inventor de beleza.

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Fernando Cabral Martins

Professor doutor de Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa, é autor de obras de ficção, livros sobre literatura e arte portuguesa entre os quais 'Cesário Verde ou a Transformação do Mundo, O Modernismo em Mário de Sá-Carneiroe Introdução... Read More →


Tuesday September 27, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Wednesday, September 28
 

15:00

Vera San Payo de Lemos sobre Brecht
Bertolt Brecht:

Por outro lado Bertolt Brecht (1898-1956) foi um criador de muitos talentos e facetas: escreveu peças de teatro, poesia, prosa, teorizou sobre o que escrevia e sobre o mundo à sua volta, compôs canções e interpretou-as, foi dramaturgista e encenador, trabalhou para o cinema, interessava-se por fotografia e empenhou-se em deixar o seu trabalho, que classificava como experiências e reformulava constantemente, bem documentado. A última edição das suas obras completas contempla 30 volumes, organizados por peças, poemas, prosa, escritos, diários e cartas. Para além das suas múltiplas facetas enquanto criador, Brecht foi um cronista do tempo conturbado em que viveu. Tendo atravessado grandes mudanças sociais e políticas (o fim do Império de Guilherme II, a 1ª Guerra Mundial, a República de Weimar, a ascensão do nazismo, a 2ª Guerra Mundial, a divisão da Alemanha em dois estados e a guerra fria), a sua obra reflecte os ventos da História, problematiza as questões que estes foram trazendo e interpela leitores e espectadores a desenvolverem um olhar crítico face às situações. Os fundamentos são a experiência de que o tempo é composto de mudança, a evidência de que tudo tem, pelo menos, dois lados, um direito e um avesso, e a certeza de que é possível transformar o mundo num mundo melhor. Neste percurso pela vida e obra de Brecht, apresenta-se os momentos mais significativos do seu trabalho, explicita-se alguns dos seus conceitos inovadores (teatro épico, peça didáctica, efeito de estranhamento, gestus) e retrata-se o seu modo irreverente e polémico de pensar sobre a situação do homem no mundo.

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Vera San Payo de Lemos

É docente do Departamento de Estudos Germanísticos e investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa. No teatro, trabalha regularmente desde 1980, na área da tradução e dramaturgia, com o encenador João Lourenço... Read More →



Wednesday September 28, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Thursday, September 29
 

15:00

Clara Rowland sobre João Guimarães Rosa
Aula Clara Rowland sobre João Guimarães Rosa 

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Clara Rowland

Professora Auxiliar no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da mesma universidade. Ensina literatura brasileira na Licenciatura e na Pós-Graduação... Read More →


Thursday September 29, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Friday, September 30
 

15:00

João Constâncio sobre Nietzsche e Pessoa
Fernando Pessoa através de Nietzsche
João Constâncio

Aquele que é talvez o mais famoso dos poemas de Álvaro de Campos, Tabacaria,começa com o verso que diz: não sou nada. Como em muitos outros textos de Pessoa, parece claro que neste “ não sou nada” está implicada a ideia de que o “ eu” como “ coisa pensante” , o “ eu” da Filosofia Moderna — o sujeito cartesiano —, é um “ nada” e não uma “ substância” , ou uma “ coisa” propriamente dita. Álvaro de Campos escreve deste ponto de vista de um “ eu” que é um nada — o ponto de vista de uma multiplicidade de estados conscientes que são vividos como estados de um mesmo “ eu” , de uma mesma “ consciência” , e que, no entanto, podem ser pensados (e sentidos) como não tendo unidade substancial. Não será deste ponto de vista que surge a ideia de heteronímia? A aula procurará explorar, em primeiro lugar, a possibilidade de esse “ nada” se deixar pensar a partir do conceito nietzschiano de “ sujeito-multiplicidade” (Para além do bem e do mal, §12). Mas o “ não ser nada” de Pessoa significa também o não valer nada, o não ter propósito, não ter sentido — o não ter “ irmandade” com as coisas, ou existir como “ estrangeiro” no meio delas. A segunda parte da aula será dedicada à reflexão sobre como este outro sentido de “ não ser nada” se articula com o primeiro e também ele se deixa pensar a partir de Nietzsche,em particular do conceito de “ niilismo” em Nietzsche.

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João Constâncio

João Constâncio é professor Associado do departamento de Filosofiana Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É codiretor do Laboratório de Estética e também dirige o Nietzsche International Lab (NIL), ambos no Instituto de Filosofia da Nova... Read More →


Friday September 30, 2016 15:00 - 16:00
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Saturday, October 1
 

11:00

Carlos Reis sobre a Utopia em Saramago

José Saramago contra a utopia

Carlos Reis

Em “José Saramago contra a utopia” toma-se como ponto de partida a expressa negação, pelo escritor, da pertinência da utopia. “Não sou utopista”, disse Saramago numa entrevista.

É em função desta negação da utopia que se leva a cabo uma reflexão em torno da produção ficcional de José Saramago, dos grandes temas e dos principais motivos que nela podemos ler: a reinvenção da História, a viagem como busca, a desconstrução do mito e do relato bíblico, a condição humana e as suas perversões, etc. Ao longo deste trajeto, regista-se uma mudança importante no trabalho do escritor, que o próprio Saramago fixou em duas imagens fortes e alternativas: a da estátua e a da pedra.

Essas imagens, aqueles temas e motivos e ainda algumas personagens  constituem  pontos de referência de uma aula em que se falará da utopia como negação em José Saramago.

 


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Carlos Reis

Carlos Reis nasceu em 1950 em Angra do Heroísmo, Terceira, nos Açores, é ensaísta, professor da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta, em Lisboa. Especializado em Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX e em Teoria da Narrativa, publicou, sobre... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

15:00

Uma Leitura da poesia de Ruy Belo por António Feijó
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António Feijó

António Feijó é o atual diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde acumula ainda o cargo de professor catedrático no Departamento de Estudos Anglísticos , depois de ter assumido a direção e presidência do Conselho Científico entre 2008e 2013. Doutor em... Read More →


Saturday October 1, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Sunday, October 2
 

11:00

António Feijó sobre Shakespeare

A existência pública de Shakespeare, autor de uma enigmática série de "sonetos açucarados", influentes poemas longos, e as mais bem-sucedidas peças de teatro do seu tempo, contrasta, nesta abundância, com a relativa escassez do conhecimento que temos da sua vida privada. Este reduz-se a documentos legais de compras de imobiliário, a um testamento com um intrigante legado conjugal, e a referências interessantes e vívidas que lhe são feitas por alguns poetas e dramaturgos rivais do tempo. 

Este contraste expõe a obra literária de Shakespeare como a exposição mais íntima do seu autor, intuição esta condensada na afirmação de Teixeira de Pascoaes de que ninguém conheceu Shakespeare como Hamlet o conheceu.

​Propôe-se, nesta sessão, através da análise de três textos de Shakespeare, dar corpo a esta apreciação crítica de Pascoaes.

 

Um abraço,

AF

 


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António Feijó

António Feijó é o atual diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde acumula ainda o cargo de professor catedrático no Departamento de Estudos Anglísticos , depois de ter assumido a direção e presidência do Conselho Científico entre 2008e 2013. Doutor em... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos