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                                                                     Compre AQUI os seus bilhetes para os ESPETÁCULOS E MESAS DE AUTORES do Folio 2016                                                                                                          

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FOLIA | EXPOSIÇÕES [clear filter]
Thursday, September 22
 

11:00

Abertura Oficial das Exposições e Instalações FOLIO
Abertura Oficial das Exposições e Instalações FOLIO

Thursday September 22, 2016 11:00 - Sunday October 2, 2016 11:30
RUAS DE ÓBIDOS

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:00 - Sunday October 2, 2016 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:30

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:30

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

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Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

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Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ENTRADA DA VILA

11:30

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:30

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 00:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

11:30

"As Tentações de Santo Antão" - Bosch - MNAA
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Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
LARGO PADRÃO CAMONIANO

11:30

Duarte Belo: Fotografia de Objetos de Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



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Duarte Belo

Duarte Belo (Lisboa, 1968). Formação em arquitetura. Desde 1986 que faz um levantamento fotográfico sistemático da paisagem, formas de povoamento e arquiteturas em Portugal. Este trabalho continuado em mais de 700.000 quilómetros percorridos, deu origem a um arquivo fotográfico... Read More →



Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:30

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:30

O LAGARTO de J. Borges - Estreia Mundial
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
MUSEU ABÍLIO

11:30

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
MUSEU ABÍLIO

11:30

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Thursday September 22, 2016 11:30 - Sunday October 2, 2016 12:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:30

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Thursday September 22, 2016 11:30 - Monday January 2, 2017 12:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

12:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Thursday September 22, 2016 12:00 - Sunday October 2, 2016 23:30
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

15:00

Mega Ferreira Sobre Cervantes
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Mega Ferreira

António Mega Ferreira nasceu em Lisboa em 1949. Iniciou-se no jornalismo em 1968 no Comércio do Funchal e passou depois pelo Jornal Novo, Expresso, ANOP e RTP, onde chefiou a redação do 2º canal e foi apresentador do Informação/2. Autor e apresentador de programas... Read More →


Thursday September 22, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Thursday September 22, 2016 16:00 - Sunday October 2, 2016 17:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

16:00

Every book is a brand - Permanent exibition & talks

Curated by Carlos Coelho


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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 22, 2016 16:00 - Sunday October 2, 2016 17:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

17:00

"Cartas da Guerra"
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Ivo Ferreira

Ivo Ferreira nasceu em 1975, em Lisboa, frequentou a London Film School e a Universidade de Budapeste, e reside atualmente em Macau. Cineasta, diretor e escritor oscila entre o documentário e a ficção e assinou filmes como Águas Mil, O Estrangeiroe... Read More →


Thursday September 22, 2016 17:00 - 18:45
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

18:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Thursday September 22, 2016 18:00 - 19:00
JARDIM SARAMAGO

18:30

ESTREIA MUNDIAL - Inauguração da exposição "O Lagarto" e lançamento livro
Inauguração oficial da exposição com a presença de Pilar del Río, Manuel Alberto Valente (Porto Editora), Alejandro García Schnetzer e trio de músicos nordestinos (em honra de J. Borges). Esta é a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora.

Hall - Piso 0 (entrada) 

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Pilar del Rio

María del Pilar del Río Sánchez nasceu em Sevilha a 15 de março de 1950 e é uma jornalista, escritora e tradutora espanhola. Em 1986, já divorciada, Pilar conheceu o escritor português José Saramago após ter lido todos os seus livros publicados em espanhol e ter pedido para... Read More →


Thursday September 22, 2016 18:30 - 19:30
MUSEU ABÍLIO

21:00

Orquestra Metropolitana de Lisboa e António Jorge Gonçalves
Desenhos digitais ao vivo do universo Filipe Seems 

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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Orquestra Metropolitana de Lisboa

A Orquestra Metropolitana de Lisboa mantém uma programação regular desde 1992, pelo que vai comemorar, em 2017, 25 anos de vida. Os seus músicos asseguram uma intensa atividade na qual a qualidade e a versatilidade têm presença constante, permitindo abordar géneros diversos... Read More →


Thursday September 22, 2016 21:00 - 22:00
SANTUÁRIO SENHOR JESUS DA PEDRA

22:30

São Bonitas as Canções - Tributo a Edu Lobo
São bonitas as canções
Tributo a Edu Lobo por Bena Lobo e Marta Hugon

O grande compositor, violonista, cantor, pianista, orquestrador, o preciosista da melodia, o garimpeiro das harmonias, o poeta e letrista. Edu Lobo é filho da geração Bossa Nova mas ganhou lugar próprio na MPB. Ao lado de Chico Buarque, Vinicius de Moraes ou Tom Jobim, escreveu parte da história da música brasileira. Este tributo muito especial junta duas vozes – a do cantor e compositor Bena Lobo (que é também seu filho) e a da cantora de jazz e autora Marta Hugon – para um espetáculo inédito de homenagem ao autor de Arrastão, Pra dizer Adeus, Upa neguinho, Beatriz, Ponteio e tantas outras composições maravilhosas. Como disse Jobim, são tantas e tão bonitas as canções! Acompanhados por Pablo Lapidusas no piano, Leo Espinosa no baixo e André Sousa Machado na bateria, Bena Lobo e Marta Hugon redescobrem entre tanta beleza a essência daquele que é um dos maiores compositores desempre.

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Marta Hugon

Marta Hugon é natural de Lisboa, onde nasceu em 1971. Formada em Línguas e Literaturas Modernas, a cantora deu aulas no Hot Club Portugal, o mais antigo bar de jazz na Europa. Entre as suas influências, é possível listar grandes nomes da música brasileira como Chico Buarque... Read More →
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Bena Lobo

Bena Lobo nasceu em 1972 no Brasil. É neto do compositor Fernando Lobo e filho do artista Edu Lobo e da cantora de bossa nova Wanda Sá. Começou a carreira como ator, mas a sua herança musical acabou por falar mais alto e, aos 20 anos, teve as primeiras aulas de violão. Em 2000... Read More →


Thursday September 22, 2016 22:30 - 23:30
TENDA CONCERTOS CERCA DO CASTELO
 
Friday, September 23
 

15:00

Hélder Macedo sobre Camões
Aula sobre Luís de Camõesdo
Professor Helder Macedo

Poucos poetas mereceriam menos o destino póstumo de monumento nacional do que Luís de Camões. Fixá-lo numa imagem de grandeza estereotipada é neutralizar a grandeza real de quem preferiu ao conforto das ideias recebidas a precária procura de verdades ainda sem nome. Ao dignificar a experiência como base do conhecimento, Camões é um poeta moderno. Camões viveu num mundo em transição. Foi o primeiro poeta europeu com prolongada experiência directa de culturas diferentes da sua, noutros continentes. A percepção da diferença está também na base da sua concepção do amor. Usou a temática tradicional do exílio metafísico para registar os passos concretos de uma “vida pelo mundo em pedaços repartida” e, ao fazê-lo, deu expressão a um novo entendimento que contrapõe ao absoluto da ordem divina o relativismo da ordem – ou desordem – humana. O Camões nosso contemporâneo foi, assim, um poeta mais da dúvida do que da convicção, da ruptura mais do que da continuidade, da experiência mais do que da fé, da imanência mais do que da transcendência, e de uma sexualidade indissociável da espiritualidade do amor. A sua poesia inaugurou a percepção do mundo moderno, o mundo da diversidade, o nosso mundo de incertezas onde a contradição é a norma. Esta aula visa a demonstrar algumas das relações temáticas fundamentais na obra de Luís de Camões como diversamente manifestadas na sua poesia lírica, na épica de Os Lusíadase na ironia autobiográfica das cartas

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Hélder Macedo

Hélder Macedo nasceu na África do Sul e viveu em Portugal até 1959, data em que se mudou para Londres e se tornou colaborador regular da BBC até 1971. Em 1979 foi secretário de Estado da Cultura em Portugal e hoje é Professor Emérito no King's College, em Londres. A sua obra... Read More →


Friday September 23, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

"O Homem Duplicado" - Denis Villeneuve
O Homem Duplicado Denis Villeneuve Apresentação do filme pela Fundação Saramago 

Friday September 23, 2016 17:00 - 18:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Friday September 23, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO

22:30

Sérgio Godinho com Filipe Raposo e Rui Horta
"Gosto muito de festivais literários. E na minha nova vida de ficcionista, tive ocasião de participar em vários, aqui e no Brasil. Mas Óbidos será uma estreia, e por certo uma grata estreia. A nova vida da vila agora literária trará por certo um impulso a toda a região e à própria localidade, e eu fico feliz por isso. Aqui, virei na qualidade de escritor de canções, por certo uma escrita específica e que tantos desafios me trouxe, ao longo dos anos. Haverá, portanto, as minhas canções, e agregadas a elas alguns poemas cantados, de poetas portugueses. Terá mais um formato de recital, e para este evento e aquele espaço escolhi cantar apenas com um pianista, o extraordinário Filipe Raposo.

Será uma noite de emoções e energias partilhadas entre nós e o público.
Nem posso esperar pelo dia 23.

Até lá.
Sérgio Godinho"


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Sérgio Godinho

Cantor, compositor, escritor (para adultos e crianças), actor (de teatro e cinema), realizador, Sérgio Godinho é, para citar uma das suas canções clássicas, o verdadeiro “homem dos sete instrumentos”. Mas, numa carreira artística de invejável longevidade, que se prolonga... Read More →
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Filipe Raposo

Filipe Raposo (1979) é natural de Lisboa. Estudou Composição na Escola Superior de Música de Lisboa e é mestre de piano jazz performance pelo Royal College of Music em Estocolmo. Chegou ao jazz através do piano, o seu instrumento favorito desde criança. É pianista, compositor... Read More →



Friday September 23, 2016 22:30 - 23:30
TENDA CONCERTOS CERCA DO CASTELO
 
Saturday, September 24
 

11:00

Utopia e profetismo em Fernando Pessoa

Utopia e profetismo em Fernando Pessoa

Procura-se mostrar a importância da “utopia” no pensamento de Fernando Pessoa, do ponto de vista das articulações dos diferentes planos da sua obra – pois esta noção  atravessa-a por inteiro. A partir dos artigos d’ A Águia (1912), analisam-se os elementos embrionários do pensamento profético , do messianismo sebástico e da ideia de Quinto Império. Confronto entre razão e “inteligência analógica”. Que falta, então, para que a profecia do Quinto Império se constitua plenamente? Análise da crise de 1915 (cartas a Sá-Carneiro e a Cortes Rodrigues), essencial para a resolução do conflito entre neo-paganismo e teosofia/hermetismo. Características do Quinto Império: utopia, profetismo e “nacionalismo mystico”.  As duas faces do pensamento profético, heteronímia e transcendência da verdade. Solução? – a metafísica do Mysterio, como plano geral do pensamento pessoano.


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José Gil

Filósofo e pensador português nascido em 1939, em Lourenço Marques, Moçambique.  Em 1968 concluiu a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras de Paris, na Universidade da Sorbonne.  No ano seguinte fez o mestrado de Filosofia, com uma tese sobre a moral de Kant. Em 1982... Read More →


Saturday September 24, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Saturday September 24, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

12:00

“As Tentações de Santo Antão” - Conversa Bosch Para público infanto-juvenil
“As Tentações de Santo Antão” - Conversa Bosch Para público infanto-juvenil Conservadores da obra do MNAA 


Saturday September 24, 2016 12:00 - 13:00
LARGO PADRÃO CAMONIANO

12:30

(O vento lá fora) de Márcio Debellian
Saturday September 24, 2016 12:30 - 13:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:00

Inauguração Oficial da Exposição Utopia, Hoje
A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)

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Paula Almozara

Paula Almozara nascida em Campinas, SP, Brasil a 07/05/1968. Artista visual, professora-pesquisadora e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas, Brasil... Read More →
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Augusto Brázio

[Brinches (Serpa.PT): 1964]. Estudou na Escola Superior de Belas Artes, Lisboa. Iniciou o seu percurso como fotógrafo no começo dos anos ’90 do séc. XX, trabalhando na imprensa. Paralelamente colaborou com a produtora de musical União Lisboa, onde realizou diversos trabalhos... Read More →
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Tiago Casanova

Tiago Casanova (Madeira, 1988) é um arquitecto e artista português. Toma parte no colectivo XYZ Books, fundou em 2010 a Scopio Magazine e em 2014 A ILHA, e tem exposto o seu trabalho em exposições individuais e colectivas desde 2005. Participou em... Read More →
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Rui Soares Costa

Rui Soares Costa (n. 1981) tem um percurso académico e profissional na interseção entre arte e ciência. Teve uma educação enquanto artista plástico e cientista. Estudou Pintura no Ar.Co, Lisboa enquanto fez a licenciatura em Psicologia... Read More →
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Cláudio Garrudo

Fotógrafo, produtor cultural e pai, atividades a que se dedica de alma e coração. Dizem-lhe que nasceu em Lisboa em 1976, mas não se lembra.Já expôs individualmente em Portugal, Espanha, República Checa, Eslováquia e Roménia, participou em feiras de... Read More →
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Joanna Latka

Joanna Latka (Polónia, 1978).Doutoranda na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, professora de ensino superior (ISEC, IADE - Universidade Europeia).No plano artístico Joanna Latka dedica-se exclusivamente à gravura, ilustração e desenhos a... Read More →
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Teresa Gonçalves Lobo

Madeira, 1968. Vive e trabalha em Lisboa. Formada pela Ar.Co em Desenho, Pintura e Gravura e em Fotografia pelo Cenjor. Expõe desde 2004. De salientar as exposições individuais: “Parte de mim”, Museu de Arte Contemporânea do Funchal, Madeira(2015... Read More →
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Hélio Luís

Pintor e cientista. Nasceu em Lisboa em 1980, cidade onde vive e trabalha. Doutorado em Física Nuclear pela Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa concilia a atividade de investigação com a pintura, pela qual é obcecado. Durante 10 anos... Read More →
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Pauliana Valente Pimentel

Nasceu em Lisboa, 1975. Vive em Lisboa e trabalha entre vários países.Comoartista efotógrafa freelancer, faz trabalhos de fotoreportagem desde 1999 para diversos jornais e revistas portuguesas e estrangeiras, bem como exposições individuais e colectivas.Em 2005, participou no... Read More →
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Marta Ubach

Vive e trabalha em Lisboa. Desde 1995, docente de Ensino Básico no Colégio Académico, em Lisboa.Colabora com a Galeria das Salgadeiras desde 2003.Em 1992 conclui o Bacharelato em Design Gráfico no IADE. Em 1994, frequentou o Curso de Pintura da Faculdade de... Read More →


Saturday September 24, 2016 16:00 - Sunday October 2, 2016 16:30
MUSEU ABÍLIO

17:00

"As Casas não Morrem"
As Casas não Morrem de Pedro Macedo (realização) e Inês Fonseca Santos (guião e entrevistas) sobre Manuel António Pina. Conversa com Inês Fonseca Santos

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Inês Fonseca Santos

Inês Fonseca Santos nasceu em Lisboa, em 1979. É jornalista e escritora. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, completou o mestrado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa... Read More →


Saturday September 24, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

Mário de Si – Performance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Mário deSi
Perfomance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Coordenação Pedro Giestas

Anatomia da Identidade que recentemente nasceu em Óbidos, apresenta o seu primeiro trabalho coletivo com este espetáculo. Celebrar a vida é umdos grandes objetivos deste projeto por isso, apresentamos um poeta, que, tendo-se retirado da vida por vontade própria, sempre viveu em busca louca, e sempre insatisfeita pela beleza a celebrar. Mário deSá Carneiro foi para este grupo um homem louco que causou curiosidade, a estória que queremos contar é a do momento emque essa loucura foi familiar a cada umde nós. Mário do outro lado do espelho, eu e outro.

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Pedro Giestas

Pedro Giestas é natural de Vouzela, de onde saiu para frequentar o Conservatório de Teatro no Bairro Alto em Lisboa em 1990. Criador do Teatro Invisível, tem desde então desenvolvido projetos que visam sobretudo levar o teatro junto de povoações do interior... Read More →


Saturday September 24, 2016 17:00 - 18:00
RUAS DE ÓBIDOS

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Saturday September 24, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO
 
Sunday, September 25
 

11:00

Maria Filomena Molder sobre Amadeo e Flaubert

O Conto de Flaubert A lenda de São Julião, o hospitaleiro e o livro único de Amadeo

Em Abril de 1877, Gustave Flaubert publicou um pequeno volume intitulado Três Contos, em rigor, a sua última obra acabada. O segundo conto chama-se “A lenda de São Julião, o hospitaleiro”. Foi o primeiro a ser escrito, e numa celeridade inhabitual, entre Setembro de1875 e Fevereiro de 1876. É provável que isso se deva à familiaridade longuíssima e intensa que ele teve com a história do santo: “Esta é a história de São Julião Hospitaleiro, mais ou menos como é contada num vitral de igreja, na minha terra”. Nestas palavras finais do conto Flaubert convida o leitor a uma investigação hermenêutica. 

Executadas durante a sua estadia na Bretanha no Verão de 1912 (muito provavelmente concluídas em Paris), ano de uma fertilidade imensa para o pintor, a cópia integral a pincel e a ilustração de Amadeo Souza-Cardoso correspondem àquele desafio, ao mesmo tempo que escapam à condenação que Flaubert fazia de qualquer propósito ilustrativo da sua obra e, em particular, deste conto. 

Neste contexto, trata-se precisamente de considerar as subtis e secretas interferências que se soltam das palavras copiadas a pincel, dos desenhos e das pinturas, que compõem o “exemplar-único original” de Amadeo, procurando a sua decifração. Eis o que se fará.

 

 

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Maria Filomena Molder

Maria Filomena Molder nasceu em 1950 e é professora catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutorada desde 1992, tendo desenvolvido a tese sobre O Pensamento morfológico de Goethe. Escreve para revistas literárias... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Sunday September 25, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

12:30

"Curso do Silêncio" com João Barrento
Miguel Gonçalves Mendes "Curso do Silêncio" - com João Barrento 

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João Barrento

Natural de Alter do Chão, João Barrento (1940) é crítico, tradutor literário de língua alemã, ensaísta e cronista. É autor de diversos artigos e ensaios sobre a literatura alemã, portuguesa, inglesa, literatura comparada e teoria da literatura e tradução, tendo publicado... Read More →
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Miguel Gonçalves Mendes

Nasceu na Covilhã em 1978 e já trabalhou como ator, diretor, produtor e realizador. Fez nascer o projeto José e Pilar, o documentário sobre o Nobel da Literatura José Saramago, que arrecadou vários prémios e ainda o levou a representar Portugal na categoria de Melhor Filme... Read More →


Sunday September 25, 2016 12:30 - 13:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

15:00

"Autografia" apresentado por Emília Pinto de Almeida
Miguel Gonçalves Mendes "Autografia" apresentado por Emília Pinto de Almeida 

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Emília Pinto de Almeida

É Mestre em Filosofia e doutora em História de Arte com especialização em Teoria da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Dedica-se ao estudo da arte contemporânea e já publicou vários artigos em revistas académicas, bem como ensaios... Read More →
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Miguel Gonçalves Mendes

Nasceu na Covilhã em 1978 e já trabalhou como ator, diretor, produtor e realizador. Fez nascer o projeto José e Pilar, o documentário sobre o Nobel da Literatura José Saramago, que arrecadou vários prémios e ainda o levou a representar Portugal na categoria de Melhor Filme... Read More →


Sunday September 25, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:30

“Três Exemplos das Novelas Exemplares” de Miguel de Cervantes

TRÊS EXEMPLOS DAS NOVELAS EXEMPLARES

de Miguel de Cervantes

Tradução de Aquilino Ribeiro

 

Leituras pelos ARTISTAS UNIDOS

16.30 RINCONETE E CORTADILLO por Jorge Silva Melo

18.00 COLÓQUIO DE CÃES (excertos) por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

19.00 UM VELHO DE ZELOS por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

 

Ladrões, pulhas, pelintras, fraldiqueiros, fidalgos sem cheta, vadios, guitarristas, mendigos, malfeitores, gente reles, aventureiros, trapaceiros, enganadores e enganados, presumidos, e velhos ciumentos – e também cães! – atropelam-se pelas ruas sujas de Sevilha nestas doze novelas morais (mas qual moral?) que Miguel de Cervantes foi escrevendo entre 1590 e 1612,  à maneira “italiana”.

 

A isto se aplicou meu engenho, por aqui me leva minha inclinação, e mais que dou a entender, e é assim, que sou o primeiro que novelei em língua castelhana, que as muitas novelas que nela andam impressas, todas são traduzidas de línguas estrangeiras, e estas são minhas próprias, não imitadas nem furtadas; meu génio as engendrou, e pariu-as minha pena, e vão crescendo aos braços da imprensa.

Miguel de Cervantes

 

Sim, Cervantes experimentou muito.

Escreveu teatro, comédias, entremeses e tragédias, poesias, sempre atento às mudanças que a literatura ia conquistando: se há autor que poderíamos para sempre considerar experimental, é D. Miguel, imparável. E escreveu o Quijote. 

Com as Novelas Exemplares, queria apresentar uma espécie de narrativa ligeira, concentrada no efeito e na velocidade. E queria responder à moda das novelas italianas que infestavam Espanha.  Estava seguro do valor da obra e consciente da qualidade do próprio trabalho. O “exemplares” do título tanto pode indicar que as novelas suscitam lições de moral, como também pode ser uma forma nada discreta de anunciar que outros escritores podem usar o seu estilo como exemplo.

Depois de ter feito a sua esplendida tradução do Quixote, o romancista Aquilino Ribeiro (1885/1963) traduziu em 1958 as Novelas Exemplares, tradução agora reeditada pela Bertrand.


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Jorge Silva Melo

Jorge Silva Melo (1948) nasceu em Lisboa e estudou na London Film School. Foi crítico de teatro em publicações como O Tempo e o Modo, A Capitale o Jornal de Letras. Trabalhou na área de produção com João César Monteiro, Paulo Rocha, António Pedro Vasconcelos e Alberto Seixas... Read More →



Sunday September 25, 2016 16:30 - 17:30
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

17:00

"Nada tenho de meu" apresentado por Tatiana Salem Levy
Miguel Gonçalves Mendes "Nada tenho de meu", apresentado por Tatiana Salem Levy 

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Tatiana Salem Levy

O sexo na literatura foi um dos temas fortes da primeira edição do festival literário e Tatiana Salem Levy não se inibiu de falar abertamente sobre estes dois intensos prazeres. Nascida em Lisboa em 1979, a escritora de sotaque brasileiro venceu o Prémio... Read More →
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Miguel Gonçalves Mendes

Nasceu na Covilhã em 1978 e já trabalhou como ator, diretor, produtor e realizador. Fez nascer o projeto José e Pilar, o documentário sobre o Nobel da Literatura José Saramago, que arrecadou vários prémios e ainda o levou a representar Portugal na categoria de Melhor Filme... Read More →


Sunday September 25, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

Mário de Si – Performance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Mário deSi
Perfomance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Coordenação Pedro Giestas

Anatomia da Identidade que recentemente nasceu em Óbidos, apresenta o seu primeiro trabalho coletivo com este espetáculo. Celebrar a vida é umdos grandes objetivos deste projeto por isso, apresentamos um poeta, que, tendo-se retirado da vida por vontade própria, sempre viveu em busca louca, e sempre insatisfeita pela beleza a celebrar. Mário deSá Carneiro foi para este grupo um homem louco que causou curiosidade, a estória que queremos contar é a do momento emque essa loucura foi familiar a cada umde nós. Mário do outro lado do espelho, eu e outro.

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Pedro Giestas

Pedro Giestas é natural de Vouzela, de onde saiu para frequentar o Conservatório de Teatro no Bairro Alto em Lisboa em 1990. Criador do Teatro Invisível, tem desde então desenvolvido projetos que visam sobretudo levar o teatro junto de povoações do interior... Read More →


Sunday September 25, 2016 17:00 - 18:00
RUAS DE ÓBIDOS

18:00

“Três Exemplos das Novelas Exemplares” de Miguel de Cervantes

TRÊS EXEMPLOS DAS NOVELAS EXEMPLARES

de Miguel de Cervantes

Tradução de Aquilino Ribeiro

 

Leituras pelos ARTISTAS UNIDOS

16.30 RINCONETE E CORTADILLO por Jorge Silva Melo

18.00 COLÓQUIO DE CÃES (excertos) por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

19.00 UM VELHO DE ZELOS por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

 

Ladrões, pulhas, pelintras, fraldiqueiros, fidalgos sem cheta, vadios, guitarristas, mendigos, malfeitores, gente reles, aventureiros, trapaceiros, enganadores e enganados, presumidos, e velhos ciumentos – e também cães! – atropelam-se pelas ruas sujas de Sevilha nestas doze novelas morais (mas qual moral?) que Miguel de Cervantes foi escrevendo entre 1590 e 1612,  à maneira “italiana”.

 

A isto se aplicou meu engenho, por aqui me leva minha inclinação, e mais que dou a entender, e é assim, que sou o primeiro que novelei em língua castelhana, que as muitas novelas que nela andam impressas, todas são traduzidas de línguas estrangeiras, e estas são minhas próprias, não imitadas nem furtadas; meu génio as engendrou, e pariu-as minha pena, e vão crescendo aos braços da imprensa.

Miguel de Cervantes

 

Sim, Cervantes experimentou muito.

Escreveu teatro, comédias, entremeses e tragédias, poesias, sempre atento às mudanças que a literatura ia conquistando: se há autor que poderíamos para sempre considerar experimental, é D. Miguel, imparável. E escreveu o Quijote.

Com as Novelas Exemplares, queria apresentar uma espécie de narrativa ligeira, concentrada no efeito e na velocidade. E queria responder à moda das novelas italianas que infestavam Espanha.  Estava seguro do valor da obra e consciente da qualidade do próprio trabalho. O “exemplares” do título tanto pode indicar que as novelas suscitam lições de moral, como também pode ser uma forma nada discreta de anunciar que outros escritores podem usar o seu estilo como exemplo.

Depois de ter feito a sua esplendida tradução do Quixote, o romancista Aquilino Ribeiro (1885/1963) traduziu em 1958 as Novelas Exemplares, tradução agora reeditada pela Bertrand.


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Pedro Carraca

Nascido em 1973, Pedro Carraca tirou o curso no Instituto Franco-Português. Já trabalhou com António Feio, Luís Miguel Cintra, Fernanda Lapa, entre muitos outros. O ator, que integra o grupo Artistas Unidos desde 1995, já participou em várias peças e filmes. No grande ecr... Read More →
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Tiago Matias

Tiago Matias é ator de teatro e televisão. Pisou o palco pela primeira vez em 2000 na Companhia de Teatro de Sintra. Aqui interpretou nomes que incluem Tchekóv, Nuno Bragança, Maquiavel e Bernardo Soares/Fernando Pessoa, com encenadores como João de Mello Alvim e Nuno Correia... Read More →
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João Meireles

João Meireles é ator e formou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Fez parte do Teatro Universitário de Évora, onde trabalhou com Luis Varela, Fernando Mora Ramos e Manuel Borralho. Desde 1995 que integra o coletivo do grupo Artistas Unidos... Read More →
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Jorge Silva Melo

Jorge Silva Melo (1948) nasceu em Lisboa e estudou na London Film School. Foi crítico de teatro em publicações como O Tempo e o Modo, A Capitale o Jornal de Letras. Trabalhou na área de produção com João César Monteiro, Paulo Rocha, António Pedro Vasconcelos e Alberto Seixas... Read More →
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André Pardal

Ator de teatro, cinema e televisão, André Pardal nasceu em Cascais em 1986. É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, para além de contar com uma série de formações na representação. O ator multifacetado teve a sua estreia teatral em Arte, com encenação... Read More →
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Américo Silva

Américo Silva é ator e trabalha sobretudo no teatro e no cinema. Formou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral e na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde se especializou em Teatro. Estreou-se nos palcos da Sociedade Guilherme Cossoul emA Morte no Bairro... Read More →
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António Simão

António Simão é ator, encenador e produtor. Faz parte do grupo de teatro Artistas Unidos desde 1995 e entrou ainda em filmes como António, um Rapaz de Lisboa, de Jorge Silva Melo, adaptado a partir da peça de teatro homónima. Em vários palcos do país, como o Teatro da Trindade... Read More →



Sunday September 25, 2016 18:00 - 19:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

19:30

“Três Exemplos das Novelas Exemplares” de Miguel de Cervantes

TRÊS EXEMPLOS DAS NOVELAS EXEMPLARES

de Miguel de Cervantes

Tradução de Aquilino Ribeiro

 

Leituras pelos ARTISTAS UNIDOS

16.30 RINCONETE E CORTADILLO por Jorge Silva Melo

18.00 COLÓQUIO DE CÃES (excertos) por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

19.00 UM VELHO DE ZELOS por Américo Silva, André Pardal, António Simão, João Meireles, Jorge Silva Melo, Pedro Carraca e Tiago Matias

 

Ladrões, pulhas, pelintras, fraldiqueiros, fidalgos sem cheta, vadios, guitarristas, mendigos, malfeitores, gente reles, aventureiros, trapaceiros, enganadores e enganados, presumidos, e velhos ciumentos – e também cães! – atropelam-se pelas ruas sujas de Sevilha nestas doze novelas morais (mas qual moral?) que Miguel de Cervantes foi escrevendo entre 1590 e 1612,  à maneira “italiana”.

 

A isto se aplicou meu engenho, por aqui me leva minha inclinação, e mais que dou a entender, e é assim, que sou o primeiro que novelei em língua castelhana, que as muitas novelas que nela andam impressas, todas são traduzidas de línguas estrangeiras, e estas são minhas próprias, não imitadas nem furtadas; meu génio as engendrou, e pariu-as minha pena, e vão crescendo aos braços da imprensa.

Miguel de Cervantes

 

Sim, Cervantes experimentou muito.

Escreveu teatro, comédias, entremeses e tragédias, poesias, sempre atento às mudanças que a literatura ia conquistando: se há autor que poderíamos para sempre considerar experimental, é D. Miguel, imparável. E escreveu o Quijote.

Com as Novelas Exemplares, queria apresentar uma espécie de narrativa ligeira, concentrada no efeito e na velocidade. E queria responder à moda das novelas italianas que infestavam Espanha.  Estava seguro do valor da obra e consciente da qualidade do próprio trabalho. O “exemplares” do título tanto pode indicar que as novelas suscitam lições de moral, como também pode ser uma forma nada discreta de anunciar que outros escritores podem usar o seu estilo como exemplo.

Depois de ter feito a sua esplendida tradução do Quixote, o romancista Aquilino Ribeiro (1885/1963) traduziu em 1958 as Novelas Exemplares, tradução agora reeditada pela Bertrand.


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Pedro Carraca

Nascido em 1973, Pedro Carraca tirou o curso no Instituto Franco-Português. Já trabalhou com António Feio, Luís Miguel Cintra, Fernanda Lapa, entre muitos outros. O ator, que integra o grupo Artistas Unidos desde 1995, já participou em várias peças e filmes. No grande ecr... Read More →
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Tiago Matias

Tiago Matias é ator de teatro e televisão. Pisou o palco pela primeira vez em 2000 na Companhia de Teatro de Sintra. Aqui interpretou nomes que incluem Tchekóv, Nuno Bragança, Maquiavel e Bernardo Soares/Fernando Pessoa, com encenadores como João de Mello Alvim e Nuno Correia... Read More →
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João Meireles

João Meireles é ator e formou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral, em Lisboa. Fez parte do Teatro Universitário de Évora, onde trabalhou com Luis Varela, Fernando Mora Ramos e Manuel Borralho. Desde 1995 que integra o coletivo do grupo Artistas Unidos... Read More →
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Jorge Silva Melo

Jorge Silva Melo (1948) nasceu em Lisboa e estudou na London Film School. Foi crítico de teatro em publicações como O Tempo e o Modo, A Capitale o Jornal de Letras. Trabalhou na área de produção com João César Monteiro, Paulo Rocha, António Pedro Vasconcelos e Alberto Seixas... Read More →
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André Pardal

Ator de teatro, cinema e televisão, André Pardal nasceu em Cascais em 1986. É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, para além de contar com uma série de formações na representação. O ator multifacetado teve a sua estreia teatral em Arte, com encenação... Read More →
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Américo Silva

Américo Silva é ator e trabalha sobretudo no teatro e no cinema. Formou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral e na Escola Superior de Teatro e Cinema, onde se especializou em Teatro. Estreou-se nos palcos da Sociedade Guilherme Cossoul emA Morte no Bairro... Read More →
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António Simão

António Simão é ator, encenador e produtor. Faz parte do grupo de teatro Artistas Unidos desde 1995 e entrou ainda em filmes como António, um Rapaz de Lisboa, de Jorge Silva Melo, adaptado a partir da peça de teatro homónima. Em vários palcos do país, como o Teatro da Trindade... Read More →



Sunday September 25, 2016 19:30 - 20:30
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Sunday September 25, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO
 
Monday, September 26
 

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Monday September 26, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

Quem vem ao FOLIO?
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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Monday September 26, 2016 11:00 - Wednesday October 26, 2016 21:00
MUSEU ABÍLIO

15:00

Eduardo Lourenço sobre Vergílio Ferreira
Aula Eduardo Lourenço sobre Vergílio Ferreira 

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Eduardo Lourenço

São Pedro de Rio Seco, Guarda, Portugal, 1923. Conclui a Licenciatura em Histórico-Filosóficas na Universidade de Coimbra em 1946, onde fica como professor assistente até 1953. Até 1958 é Leitor de Língua e Cultura Portuguesa nas Universidades de Hamburgo, Heidelberg... Read More →


Monday September 26, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Tuesday, September 27
 

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 11:30
MUSEU ABÍLIO

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Tuesday September 27, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

15:00

Fernando Cabral Martins sobre Mário de Sá Carneiro
SÁ-CARNEIRO, ORPHEU E A VANGUARDA

Mário de Sá-Carneiro é o primeiro vanguardista da poesia portuguesa. É também a alma danada de Orpheu, e faz parte, com Fernando Pessoa e Amadeo de Souza-Cardoso, do grupo dos que são vanguardistas sem serem futuristas. A poesia e a prosa de Sá-Carneiro está associada, sobretudo a partir de 1913, à Vanguarda que ele conhece, por experiência directa, em Paris. No entanto, encontram-seem Sá-Carneiro aspectos de tradição, e o Simbolismo do século XIX é para ele tão importante como o Cubismo seu contemporâneo, por exemplo. Mas não há nele uma hesitação entre o antigo e o novo, antes um conflito que se manifesta do princípio ao fim da sua obra e que nunca se resolve, mantendo vivas tendências e atitudes contraditórias. A literatura de Sá-Carneiro corresponde a sensações e ideias que não só têm a ver com formas artísticas mas também com as coisas da vida. Ele cria um género literário novo, que identifica poema, carta, confissão e sonho, tudo ao mesmo tempo. De resto, quer Pessoa quer Almada Negreiros criam também géneros novos, só deles: o Modernismo português, pode dizer-se, é fortemente criador. Para Sá-Carneiro, a imaginação é geométrica, como sempre no caso da Vanguarda. Amadeo, por exemplo, define o Cubismo como uma Dzcaligrafia mental e literáriadz, o que se pode ligar a muitas definições do Sensacionismo dadas por Pessoa por volta de 1915, Sensacionismo ao qual Sá-Carneiro e Almada Negreiros aderem. O Sensacionismo é a poética que propõe a síntese de todas as poéticas. Há mesmo em Sá-Carneiro uma síntese do belo e do incoerente: é aquilo a que chama Dzbeleza erradadz. Escreve numa carta a Pessoa: DzPara mim basta-me a beleza – e mesmo errada, fundamentalmente erradadz. Assim é que a beleza moderna é inteiramente desconhecida dos antigos. E Sá-Carneiro é, por excelência, um inventor de beleza.

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Fernando Cabral Martins

Professor doutor de Literatura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa, é autor de obras de ficção, livros sobre literatura e arte portuguesa entre os quais 'Cesário Verde ou a Transformação do Mundo, O Modernismo em Mário de Sá-Carneiroe Introdução... Read More →


Tuesday September 27, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

"O Estranho caso do Mário de Sá Carneiro"
"O Estranho caso do Mário de Sá Carneiro" – conversa com Paulo Seabra

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Paulo Seabra

Paulo Seabra (1959) é um realizador português com formação ems artes gráficas, animação, fotografia e vídeo. Para além da realização, Paulo Seabra já trabalhou como músico, fotógrafo, e também na área dos efeitos visuais. Entre os documentários já realizados destacam-se... Read More →


Tuesday September 27, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Wednesday, September 28
 

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

Quem vem ao FOLIO?
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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Wednesday September 28, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

15:00

Vera San Payo de Lemos sobre Brecht
Bertolt Brecht:

Por outro lado Bertolt Brecht (1898-1956) foi um criador de muitos talentos e facetas: escreveu peças de teatro, poesia, prosa, teorizou sobre o que escrevia e sobre o mundo à sua volta, compôs canções e interpretou-as, foi dramaturgista e encenador, trabalhou para o cinema, interessava-se por fotografia e empenhou-se em deixar o seu trabalho, que classificava como experiências e reformulava constantemente, bem documentado. A última edição das suas obras completas contempla 30 volumes, organizados por peças, poemas, prosa, escritos, diários e cartas. Para além das suas múltiplas facetas enquanto criador, Brecht foi um cronista do tempo conturbado em que viveu. Tendo atravessado grandes mudanças sociais e políticas (o fim do Império de Guilherme II, a 1ª Guerra Mundial, a República de Weimar, a ascensão do nazismo, a 2ª Guerra Mundial, a divisão da Alemanha em dois estados e a guerra fria), a sua obra reflecte os ventos da História, problematiza as questões que estes foram trazendo e interpela leitores e espectadores a desenvolverem um olhar crítico face às situações. Os fundamentos são a experiência de que o tempo é composto de mudança, a evidência de que tudo tem, pelo menos, dois lados, um direito e um avesso, e a certeza de que é possível transformar o mundo num mundo melhor. Neste percurso pela vida e obra de Brecht, apresenta-se os momentos mais significativos do seu trabalho, explicita-se alguns dos seus conceitos inovadores (teatro épico, peça didáctica, efeito de estranhamento, gestus) e retrata-se o seu modo irreverente e polémico de pensar sobre a situação do homem no mundo.

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Vera San Payo de Lemos

É docente do Departamento de Estudos Germanísticos e investigadora do Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa. No teatro, trabalha regularmente desde 1980, na área da tradução e dramaturgia, com o encenador João Lourenço... Read More →



Wednesday September 28, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

“Ópera do Malandro”
“Ópera do Malandro” – Ruy Guerra e Chico Buarque 

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Ruy Guerra

Nasceu em Moçambique em 1931. Começou desde cedo a escrever poesias, contos e críticas cinematográficas para a imprensa de Lourenço Marques, atual Maputo. Viajou para Paris aos 20 anos onde se formou em cinema, e em 1958 para o Brasil, país... Read More →


Wednesday September 28, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

21:00

Brecht: piano e voz – Francisco Sassetti e Luís Madureira

Actualidade de Brecht

Por alguma razão, que se prende com um mundo em que tudo muda para que tudo fique cada vez mais na mesma, a obra de Brecht e principalmente o seu modelo interventivo, não perdem interesse, nem actualidade, nem capacidade de mobilizar as novas gerações ( sempre mais generosas e disponíveis para a mudança desejada).

 O teatro que ele definiu como épico para contrariar em absoluto a catárse aristotélica tem um lugar, quem sabe se cada vez maior e mais necessário, no mundo e no Portugal de hoje. Quando as primeiras peças de Brecht e os seus textos teóricos foram publicados em Portugal, em finais da década de 50 e princípios de 60, havia censura, Brecht era autor proibido, mas isso aumentava o sucesso e as vendas (ainda que subreptícias).Não podia haver espectadores, mas havia leitores, hoje uma raça em extinção. Fala-se de teatro, mas vê-se menos do que se fala, e quanto a ler...estamos conversados. Tornou-se verdadeiro o preceito futurista de Pessoa de que ler é maçada!

Aproveito e deixo aqui a citação do poema Liberdade que me lembro, noutro milénio, de ter ouvido a João Villaret:

 

“Ai que prazer

Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!

Ler é maçada.

Estudar é nada.

O sol doira

Sem literatura

...

Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma”.

 

E por aí fora.

Este poema, na boca de Pessoa, é um exercício divertido de provocação, pois se houve alguma vez em Portugal um leitor ávido, foi ele. Leu tudo, no seu tempo, o que se podia ler: de história, religião, poesia, sem omitir os gregos e latinos, filosofia, sem omitir a filosofia hermética, teatro, fazendo de Shakespeare o seu grande modelo,enfim: até Einstein, Freud e James Joyce, tão recentes à época, constam da sua biblioteca pessoal!

Voltando à actualidade de Brecht: a primeira peça que traduzi foi A Excepção e a Regra, que depois o CITAC de Coimbra representou, com música de José Niza. E a última foi A Mãe, de colaboração com Teresa Balté. Uma e outra podem ser, ou devem ser, de novo retomadas, pois as suas lições são imperativas. Penso em especial, pois traduzimos essa canção para o Recital de Almada, n’ O Elogio do Estudo,

onde Brecht salienta, de forma veemente, pela boca da principal personagem, a absoluta necessidade do estudo. Só o estudo consistente, regular, aturado, permite a evolução: do saber, do carácter, da capacidade de intervenção, social, cultural e política.

Faz falta esta peça, neste momento, entre nós. Quem sabe se, depois do recital, o mundo do espectáculo a recupera para  novos públicos  que vejam nela, como nós vimos outrora, a grande inteligência com que Brecht aponta a necessidade absoluta de uma nova classe política que saiba o que fazer, em cada momento?

Eis o Elogio do Estudo, numa nova versão, cantável na nossa língua.

Por mim, ensinaria a cantar nas Escolas esta espécie de bandeira, contrariando o facilitismo vigente, que a todos nós prejudica e ofende.

 

Y.K.Centeno

Lisboa, 2008

 


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Luís Madureira

Luís Madureira, tenor, nasceu em Tomar em 1955. Licenciado em Canto de Concerto pelo Conservatório Nacional, continuou os seus estudos em Londres com o professor Peter Harrison, como bolseiro da Secretaria de Estado da Cultura. É licenciado em Música/Canto pela Escola Superior... Read More →
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Francisco Sassetti

Natural de Lisboa, frequentou o Curso Geral de Piano do Conservatório Nacional de Lisboa e a Escola Superior de Música de Lisboa. Ingressou no College Conservatory of Music da Universidade de Cincinnatti (EUA) onde obteve, em 1995, o Mestrado em Piano Performance... Read More →


Wednesday September 28, 2016 21:00 - 22:00
AUDITÓRIO MUNICIPAL CASA DA MÚSICA
 
Thursday, September 29
 

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Thursday September 29, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

15:00

Clara Rowland sobre João Guimarães Rosa
Aula Clara Rowland sobre João Guimarães Rosa 

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Clara Rowland

Professora Auxiliar no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da mesma universidade. Ensina literatura brasileira na Licenciatura e na Pós-Graduação... Read More →


Thursday September 29, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

"Outro Sertão" - Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, sobre João Guimarães Rosa
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Adriana Jacobsen

Adriana Jacobsen é uma realizadora e investigadora brasileira, licenciada em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo, graduada e mestre em Ciência da Comunicação pela Universidade Livre de Berlim. Começou a sua carreira como editora... Read More →
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Soraia Vilela

Soraia Vilela é uma jornalista e tradutora brasileira, formou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, no Brasil, e em Estudos Culturais pela Universidade Humboldt de Berlim, onde também completou um mestrado... Read More →



Thursday September 29, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

18:00

Conversa a partir do filme “Outro Sertão” com Adriana Jacobsen, Irene Flunser Pimentel e Luís Barreiros
Conversa a partir do filme “Outro Sertão” com Adriana Jacobsen, Irene Flunser Pimentel e Luís Barreiros 

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LB

Luís Barreiros

Luís Barreiros é um político português. Foi o encarregado de negócios da representação diplomática portuguesa no Iraque de Portugal em Bagdad entre 2001 e 2004. Foi entretanto nomeado para a embaixada de Zagreb, na Croácia, numa movimentação diplomática... Read More →
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Adriana Jacobsen

Adriana Jacobsen é uma realizadora e investigadora brasileira, licenciada em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo, graduada e mestre em Ciência da Comunicação pela Universidade Livre de Berlim. Começou a sua carreira como editora... Read More →
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Irene Flunser Pimentel

Distinguida com o Prémio Pessoa em 2007, é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências... Read More →


Thursday September 29, 2016 18:00 - 19:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

21:30

Lívia Nestrovski e Fred Ferreira (repertório utópico)
LIVIA NESTROVSKI e FRED FERREIRA

Parceiros há onze anos, Lívia Nestrovski, voz, e Fred Ferreira, guitarra elétrica, vêm sendo apontados como promessas de sua geração. Seu disco DUO (2013), cujo “caráter arrojado reforça a atemporalidade das canções [ali contidas]” (Revista Continente), foi tido pela crítica especializada como “ousado e inovador”(Folha de S. Paulo), e elogiado por artistas consagrados como Tom Zé, para quem Jogral é o grande destaque de um disco “muito feliz nas escolhas”, e Luiz Tatit, que destaca: “todas [as canções] dizem ao que vieram. Mas Youkali é uma das melhores interpretações que já ouvi na minha vida”. Lívia foi também referida por Arrigo Barnabé como sendo “tranquilamente uma das maiores vozes de sua geração”, e por Zé Miguel Wisnik como uma cantora que “[tendo] intimidade de nascença com as mais intrincadas passagens, dá triplos saltos carpados na voz sem perder a naturalidade entoativa”.Pela primeira vez em Portugal nesta formação de dueto, Lívia e Fred apresentam um concerto inédito,montado especialmente para o FOLIO, em que visitam o tema da Utopia em seus sentidos mais amplos. Navegando da Pasárgada de Manuel Bandeira à ilha Youkali de Kurt Weill, recorrendo às histórias - fictícias ou não - de Dom Quixote, Pero Vaz de Caminha e Chico Buarque, invocarão Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e Fernando Pessoa, numa fantasia de amores e lugares.


Thursday September 29, 2016 21:30 - 22:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos
 
Friday, September 30
 

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Friday September 30, 2016 11:00 - 13:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Friday September 30, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

15:00

João Constâncio sobre Nietzsche e Pessoa
Fernando Pessoa através de Nietzsche
João Constâncio

Aquele que é talvez o mais famoso dos poemas de Álvaro de Campos, Tabacaria,começa com o verso que diz: não sou nada. Como em muitos outros textos de Pessoa, parece claro que neste “ não sou nada” está implicada a ideia de que o “ eu” como “ coisa pensante” , o “ eu” da Filosofia Moderna — o sujeito cartesiano —, é um “ nada” e não uma “ substância” , ou uma “ coisa” propriamente dita. Álvaro de Campos escreve deste ponto de vista de um “ eu” que é um nada — o ponto de vista de uma multiplicidade de estados conscientes que são vividos como estados de um mesmo “ eu” , de uma mesma “ consciência” , e que, no entanto, podem ser pensados (e sentidos) como não tendo unidade substancial. Não será deste ponto de vista que surge a ideia de heteronímia? A aula procurará explorar, em primeiro lugar, a possibilidade de esse “ nada” se deixar pensar a partir do conceito nietzschiano de “ sujeito-multiplicidade” (Para além do bem e do mal, §12). Mas o “ não ser nada” de Pessoa significa também o não valer nada, o não ter propósito, não ter sentido — o não ter “ irmandade” com as coisas, ou existir como “ estrangeiro” no meio delas. A segunda parte da aula será dedicada à reflexão sobre como este outro sentido de “ não ser nada” se articula com o primeiro e também ele se deixa pensar a partir de Nietzsche,em particular do conceito de “ niilismo” em Nietzsche.

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João Constâncio

João Constâncio é professor Associado do departamento de Filosofiana Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É codiretor do Laboratório de Estética e também dirige o Nietzsche International Lab (NIL), ambos no Instituto de Filosofia da Nova... Read More →


Friday September 30, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

"O Bairro" de Jorge Vaz Gomes. Conversa com o realizador e Gonçalo Marcelo
"O Bairro" de Jorge Vaz Gomes. Conversa com o realizador e Gonçalo Marcelo, professor de Filosofia da Univ. Católica do Porto, sobre o universo filosófico de Gonçalo M. Tavares 

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Gonçalo Marcelo

Gonçalo Marcelo é licenciado e doutorado em Filosofia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Atualmente é Bolseiro de Pós-Doutoramento da FCT na Universidade de Coimbra, desenvolvendo um projeto em colaboração... Read More →


Friday September 30, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Friday September 30, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO

22:30

Júlio Resende e Salvador Sobral
Alexander Search

Assim se chama o novo projecto de Júlio Resende. Uma utopia. Um projecto de canções pop. Whatever. Isso. Perto. Como quem procura sem parar a canção perfeita. A perfeição é algo que se procura. Para sempre. Fernando Pessoa sabia isso. Procurava tanto que escrevia em qualquer língua que estivesse à mão. Como o inglês com que brincava em terras de África do Sul e com o qual teceu a adolescência. "Was it just a kiss? Was it more than this?" Se é para encontrar a perfeição que se procure de todas as maneiras, não vá escapar o único caminho possível. Júlio Resende compõe e convida Salvador Sobral a dar voz às canções que criou a partir de poemas com mais de 100 anos. Canções precisam de ser cantadas, como os poemas com mais de 100 anos precisam de ser ditos, porque é difícil pensar algo mais vivo do que alguém que ainda canta.


Friday September 30, 2016 22:30 - 23:30
TENDA CONCERTOS CERCA DO CASTELO
 
Saturday, October 1
 

11:00

Carlos Reis sobre a Utopia em Saramago

José Saramago contra a utopia

Carlos Reis

Em “José Saramago contra a utopia” toma-se como ponto de partida a expressa negação, pelo escritor, da pertinência da utopia. “Não sou utopista”, disse Saramago numa entrevista.

É em função desta negação da utopia que se leva a cabo uma reflexão em torno da produção ficcional de José Saramago, dos grandes temas e dos principais motivos que nela podemos ler: a reinvenção da História, a viagem como busca, a desconstrução do mito e do relato bíblico, a condição humana e as suas perversões, etc. Ao longo deste trajeto, regista-se uma mudança importante no trabalho do escritor, que o próprio Saramago fixou em duas imagens fortes e alternativas: a da estátua e a da pedra.

Essas imagens, aqueles temas e motivos e ainda algumas personagens  constituem  pontos de referência de uma aula em que se falará da utopia como negação em José Saramago.

 


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Carlos Reis

Carlos Reis nasceu em 1950 em Angra do Heroísmo, Terceira, nos Açores, é ensaísta, professor da Universidade de Coimbra e ex-reitor da Universidade Aberta, em Lisboa. Especializado em Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX e em Teoria da Narrativa, publicou, sobre... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Saturday October 1, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

11:30

Inauguração Oficial da Exposição: Tempo pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Saturday October 1, 2016 11:30 - 12:30
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

12:00

Lançamento de Boca Bilingue (edição original há 50 anos) por Gastão Cruz
Primeira edição em 1966

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Gastão Cruz

Gastão Cruz nasceu em 1941. Licenciou-se pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Germânica. Professor do ensino secundário, foi ainda, entre 1980 e 1986, leitor de Português no King's College de Londres. Paralelamente, dirigiu, entre as décadas... Read More →


Saturday October 1, 2016 12:00 - 13:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

12:15

Leitura de poemas de Ruy Belo
Saturday October 1, 2016 12:15 - 13:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

15:00

Uma Leitura da poesia de Ruy Belo por António Feijó
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António Feijó

António Feijó é o atual diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde acumula ainda o cargo de professor catedrático no Departamento de Estudos Anglísticos , depois de ter assumido a direção e presidência do Conselho Científico entre 2008e 2013. Doutor em... Read More →


Saturday October 1, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:30

“Ruy Belo, Era uma Vez” de Nuno Costa Santos e Fernando Centeio
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Fernando Centeio

Fernando Manuel Centeio, natural de Castelo Branco, é realizador e produtor. Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema e em 2010 fundou a produtora ZulFilmes. Foi diretor assistente de Belle Epoque - A Bela Época, dirigida pelo espanhol, Fernando Trueba em 1992, e de... Read More →
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Nuno Costa Santos

Nuno Costa Santos nasceu em Lisboa em 1974. É escritor e guionista para cinema, dramaturgo, autor de programas radiofónicos e televisivos. Na televisão, destacou-se com a criação de programas Melancómico, Zappinge Serviço Público. É colaborador permanente da revista... Read More →


Saturday October 1, 2016 16:30 - 17:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:30

Todas as Cidades são Cidades Utópicas – com Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves. Moderado por Anabela Mota Ribeiro

Todas As Cidades São Cidades Utópicas –

Anabela Mota Ribeiro convida António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva para um passeio pelas cidades irreais

– e, muito em particular, pela Lisboa de Filipe Seems, um detective escritor, herói de uma banda desenhada de aventuras passada no futuro dos anos noventa do século XX.

“Viver numa cidade, como habitante ou como viajante, é não tanto viver nas suas ruas e nos seus bairros físicos, palpáveis e reais, quanto viver nas suas histórias, nas sua fábulas na sua mitologia.

Como naquele relato de Jorge Luís Borges  “ Sobre o Rigor da Ciência”, em que os mapas tinham a escala da cidade, coincidiam com ela e acabaram despedaçados e habitados por animais e mendigos, uma “relíquia das Disciplinas Geográficas” , é nos mapas imaginários das cidades que realmente vivemos.

 

Mais que uma realidade física, uma cidade é uma realidade mental. Como o amor, “ una cosa mentale”.

Dizia Lawrence Durrell, “ Uma cidade é um mundo quando se ama um dos seus habitantes”. Apaixonamo-nos pelas cidades onde nos apaixonamos. Amamos as cidades por sinédoque.

Uma cidade é um livro onde todos os dias se escrevem novas histórias. Passear numa cidade é vaguear pelas histórias que fazem a história dessa cidade. Quanto mais histórias, mais mítica é a cidade. Quanto mais mítica, mais uma cidade é, mais do que uma cidade no Espaço, uma cidade no Tempo”.

 

( Nuno Artur Silva )

 

 

 


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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →

Curadores
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Anabela Mota Ribeiro

FOLIO FOLIA
Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes, vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. Fez uma tese de mestrado em Filosofia (variante Estética) sobre “A Flor da Melancolia e o Ímpeto Cesariano (ou a Negação e a Afirmação... Read More →


Saturday October 1, 2016 16:30 - 17:30
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

17:00

Mário de Si – Performance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Mário deSi
Perfomance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Coordenação Pedro Giestas

Anatomia da Identidade que recentemente nasceu em Óbidos, apresenta o seu primeiro trabalho coletivo com este espetáculo. Celebrar a vida é umdos grandes objetivos deste projeto por isso, apresentamos um poeta, que, tendo-se retirado da vida por vontade própria, sempre viveu em busca louca, e sempre insatisfeita pela beleza a celebrar. Mário deSá Carneiro foi para este grupo um homem louco que causou curiosidade, a estória que queremos contar é a do momento emque essa loucura foi familiar a cada umde nós. Mário do outro lado do espelho, eu e outro.

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Pedro Giestas

Pedro Giestas é natural de Vouzela, de onde saiu para frequentar o Conservatório de Teatro no Bairro Alto em Lisboa em 1990. Criador do Teatro Invisível, tem desde então desenvolvido projetos que visam sobretudo levar o teatro junto de povoações do interior... Read More →


Saturday October 1, 2016 17:00 - 18:00
RUAS DE ÓBIDOS

17:30

Discussão a partir do filme “Ruy Belo, Era uma Vez”
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Fernando Centeio

Fernando Manuel Centeio, natural de Castelo Branco, é realizador e produtor. Frequentou a Escola Superior de Teatro e Cinema e em 2010 fundou a produtora ZulFilmes. Foi diretor assistente de Belle Epoque - A Bela Época, dirigida pelo espanhol, Fernando Trueba em 1992, e de... Read More →


Saturday October 1, 2016 17:30 - 18:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

18:00

18:00

Rui Horta conversa com Maria João Guardão
Conversa Rui Horta e Maria João Guardão

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Maria João Guardão

Realizadora e jornalista, Maria João licenciou-se em Comunicação Social e fez o curso de Realização de Documentários dos Ateliers Varan (AV, Paris). Nasceu em Moçambique, em 1965, e vive em Lisboa. Fundou a produtora DESMEDIDA filmes e, como... Read More →
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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Saturday October 1, 2016 18:00 - 19:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

18:30

Casa Cais - Conversa e Concerto

Esse ano, a CASA CAIS, espaço diaspórico de fluxo entre artistas de língua portuguesa, que integra a programação oficial da FLIP, iniciou uma parceria com o FOLIO. Ao Brasil, e ao balneário fluminense, a CASA CAIS convidou José Eduardo Agualusa e Anabela Mota Ribeiro, além de Pilar del Río, para conferências que compunham as inúmeras atrações da casa.

Como uma garrafa jogada ao mar, eis um observatório transatlântico: ao FOLIO, a CASA CAIS agora embarca com um pequeno concerto de poemas e canções. Luana Carvalho lança em setembro seu primeiro disco, um álbum duplo, produzido por Moreno Veloso, chamado Branco | Sul. Alice Sant’Anna lançou em julho seu terceiro livro de poesia, chamado Ao Pé do Ouvido. Juntas, por afinidade e afeto, a cantora e compositora que escreve poemas, e a poeta que canta, conversarão um pouco sobre seus dias e o que vive passando por suas cabeças. Além disso, convidaram os músicos Pedro Sá e Rafael Rocha para um pequeno concerto em que poesia e canção costuram-se para contar uma história. Qualquer história que caiba no tempo de um poema ou de uma canção. 


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Luana Carvalho

Cantora, compositora, escritora e atriz. Luana Leal de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1981. Formada em artes cénicas pela Casa de Artes de Laranjeiras, Rio de Janeiro, é filha de Beth Carvalho, a famosa cantora brasileira de samba, e cresceu no seio de... Read More →
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Alice Sant'Anna

Alice SantAnna é uma jovem poetisa que já marcou o seu lugar no mundo artístico. Alice nasceu no Brasil, tem 28 anos, e foi aos 20 que publicou o seu primeiro livro de poesia Dobradura (2008). A sua carreira ficou consolidada com o lançamento das... Read More →
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Pedro Sá

Neto de português, Pedro Sá nasceu no Rio de Janeiro, Brasil há 34 anos. A sua ligação à música começou muito cedo, ao travar amizade com vários artistas, como Moreno Veloso. É um grande nome da música brasileira e um dos elementos da banda... Read More →



Saturday October 1, 2016 18:30 - 19:30
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 


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ACERT

A Associação Cultural e Recreativa de Tondela foi formada em 1979. Desde cedo assumiu-se portadora de um sentido de atuação pluridisciplinar, em termos das áreas artísticas, assentando a sua vertente criativa no núcleo que lhe deu... Read More →



Saturday October 1, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO

22:30

Camané canta Tom Jobim
"Foi com grande prazer que recebi o convite do Festival Literário de Óbidos | Folio 2016 para o desafio de participar musicalmente, mas de uma forma diferente em relação ao meu registo habitual.

Veio na forma de Bossa Nova e em Tom de Homenagem ao Jobim, músico que sempre admirei desde que oiço música.

Nos anos 70, quando era miúdo já ouvia e admirava este movimento de Bossa Nova e estes sons que vinham do Brasil.

Esta sonoridade foi –se estabelecendo pelo mundo inteiro e em mim também, tendo como expoente máximo Tom Jobim.

Vai ser nessa tentativa que no dia 1 de Outubro, homenagearei a música brasileira e em particular o Mestre Jobim.

Vou cantar temas incontornáveis da sua obra, bem como alguns menos conhecidos mas que me dizem bastante.
Espero estar à altura do desafio , farei o meu melhor para dignificar esta música que tanto admiro

Até lá
Um Abraço
Camané"

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Camané

O Fado confunde-se com a vida. E Camané confunde-se com o Fado! Camané dispensa apresentações. Demonstrando uma rara sensibilidade musical, Camané continua a afirmar-se como uma voz única na arte de cantar o Fado. Um dos fadistas mais aclamados a nível nacional e internacional. Desde... Read More →



Saturday October 1, 2016 22:30 - 23:30
TENDA CONCERTOS CERCA DO CASTELO
 
Sunday, October 2
 

11:00

António Feijó sobre Shakespeare

A existência pública de Shakespeare, autor de uma enigmática série de "sonetos açucarados", influentes poemas longos, e as mais bem-sucedidas peças de teatro do seu tempo, contrasta, nesta abundância, com a relativa escassez do conhecimento que temos da sua vida privada. Este reduz-se a documentos legais de compras de imobiliário, a um testamento com um intrigante legado conjugal, e a referências interessantes e vívidas que lhe são feitas por alguns poetas e dramaturgos rivais do tempo. 

Este contraste expõe a obra literária de Shakespeare como a exposição mais íntima do seu autor, intuição esta condensada na afirmação de Teixeira de Pascoaes de que ninguém conheceu Shakespeare como Hamlet o conheceu.

​Propôe-se, nesta sessão, através da análise de três textos de Shakespeare, dar corpo a esta apreciação crítica de Pascoaes.

 

Um abraço,

AF

 


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António Feijó

António Feijó é o atual diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde acumula ainda o cargo de professor catedrático no Departamento de Estudos Anglísticos , depois de ter assumido a direção e presidência do Conselho Científico entre 2008e 2013. Doutor em... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 12:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

11:00

Tempo Pintado - revisitar Ruy Belo

Tempo pintado, revisitar Ruy Belo

Peças cerâmicas povoam a casa de Ruy Belo. É uma presença que continua a existir junto dos livros de quase todas as divisões da casa. São como figuras que com esses mesmos livros estabelecem um diálogo enigmático, talvez sobre lugares, sobre as mãos que moldaram aquelas personagens e objetos, talvez sobre o conteúdo dos livros, sobre poemas, sobre a vida, sobre o mundo. Outras peças respondem pela sua função imediata, de apoio ao quotidiano da casa. Pratos, canecas, travessas, todos os dias nos transportam em memória para lugares distantes, como se nos seus desenhos sobre fundo branco se configurasse uma geografia imaginária que, inevitavelmente, nos ergue para os universos da palavra, não necessariamente para os poemas ou outras formas, mas para a possibilidade da livre expressão do pensamento.

Os objetos cerâmicos representados nestas fotografias foram adquiridos por Ruy Belo em Óbidos e na sua região.

 

Duarte Belo

Setembro 2016



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
GALERIA PELOURINHO Largo de São Pedro, 2510-086 ÓBIDOS

11:00

Filipe Seems por António Jorge Gonçalves e Nuno Artur Silva
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António Jorge Gonçalves

Ilustrador, caricaturista, designer gráfico, cenógrafo e professor, é na BD que tem o seu trabalho de maior destaque. Nasceu em Lisboa há 51 anos, licenciou-se em Design Gráfico e fez o Mestrado em Theatre Design em Londres. Foi ainda professor... Read More →
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Nuno Artur Silva

Nuno Artur Silva, curador da primeira edição da área da Folia, em 2015. É autor e produtor de livros, peças de teatro, séries e programas de televisão, sobretudo nas áreas da comédia e da poesia. Foi fundador, editor e diretor da Produções Fictícias, agência... Read More →



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
CAPELA DE SÃO MARTINHO Largo de São João de Deus, Óbidos

11:00

11:00

Escritores de Afonso Cruz

ESCRITORES

Uma exposição de Afonso Cruz

 Esta é uma exposição de ilustrações de escritores de várias gerações, desde o Renascimento à contemporaneidade, executadas inicialmente para a feira do livro de Bogotá - aquando da participação portuguesa como país convidado -, e representando autores tão diversos como Camões, Vergílio Ferreira ou Raúl Brandão.

Insistindo no vínculo entre leitores e escritores, pretende-se estimular a leitura, o conhecimento e reconhecimento dos escritores lusófonos, dando-lhes forma e protagonismo.

Foi agora transformada num espaço de convívio entre leitores e autores, na esperança de que haja a intimidade de uma sala. Façamos de conta que visitamos a casa de uma tia-avó e que nos sentamos junto ao aparador, bebemos um chá (ou uma ginjinha), conversamos com toda a literatura que nos envolve, com os retratos de pessoas que amamos e que exibimos em molduras velhas, para bem da nossa felicidade e da possibilidade de continuarmos a ser um diálogo, independentemente das limitações espácio-temporais que a física impõe.

A literatura, imanente e transcendente, estará nessa sala, no aparador da tia-avó, chegando a nós com a mesma facilidade com que chega ao cantinho mais remoto do universo. Dois cantinhos que nunca ninguém terá capacidade de varrer.


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Afonso Cruz

Escritor, ilustrador e músico, Afonso Cruz é uma referência no panorama nacional do romance e da ilustração. Reconhecido também pelos seus trabalhos na ilustração infantil, Afonso Cruz foi várias vezes premiado pelo seu trabalho com, por exemplo, o Grande Prémio de Conto... Read More →



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
FOYER CASA DA MÚSICA R. Josefa de Óbidos 01, 2510-000 Óbidos

11:00

Júlio Pomar: Dom Quixote
Cervantes é a mais continuada cumplicidade literária de Júlio Pomar, que tem na sua obra, desde sempre, as fontes literárias e a ilustração como uma das grandes pistas de criação.De Sidónio Muralha, Alves Redol e Cardoso Pires, em 1949, depois Camilo, Tolstoi, Dante e Rabelais, até Camões e Pessoa, Pöe, Homero, a lista é longa, separando-se sempre mais a interpretação dopretexto ilustativo para viver por si mesmo na autonomia do desenho oudo quadro. É a abertura para caminhos da imaginação,por via da ficção e do mito, que alterna com a observação do real e seus espectáculos: cenas do trabalho, retratos e corpos, Índios da Amazónia, etc. Começou essa relação com Cervantes por um convite para ilustrar as «Novelas Exemplares», em1958 (ed. Folio). Mas foi «D. Quixote» que ocupou o artista em sucessivas etapas, ultrapassando as encomendas para fazer dos heróisou anti-heróis, e de diferentes episódios narrativos, temas pessoais, abordados em múltiplos modos de fazer. Em 1959-61, com as pequenas pinturas sobre cartão para uma edição Bertrand, Quixote apareceu Quixote num ciclo de seis gravuras, cinco pinturas e esculturas de ferros soldados. Quando em 1997 surgiu a ideia de reunir essa produção numa só exposição (Gandarinha, Cascais), a revisão da obra feita proporcionou a vontade de acrescentar-lhe uma variação sobre o episódio dos carneiros, em tela de muito grande formato. Dela se editou uma versão em serigrafia, agora exposta. Outra releitura do Quixote aconteceu já em 2005, para uma edição do Expresso em 10 partes semanais, que Pomar tomou como razão de mais um mergulho no desenho, sempre praticado com variada regularidade. Foram reencontros (ou recomeços) assumidos em plena liberdade decriação, acompanhando a par e passo a paginação dos cadernos por Henrique Cayatte. E outra série de pinturas quixotescas surgiu com estes desenhos.


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU MUNICIPAL Rua Direita 97, Óbidos

11:00

O LAGARTO de J. Borges
A segunda edição do FOLIO recebe em estreia mundial uma exposição que junta as palavras de José Saramago ao inconfundível traço do artistapopular brasileiro J. Borges. A partir de um texto escrito em 1973 pelo Prémio Nobel português,O Lagarto, J. Borges criou um conjunto de xilogravuras que propõem uma nova leitura para a história de uma misteriosa criatura que surge no Chiado, em Lisboa. Em Óbidos, serão expostas pela primeira vez as peças em madeira talhadas pelo renomadoartista brasileiro para o livro, assim como as suas impressões originais. Também no decorrer do FOLIO será apresentada a primeira edição de O Lagarto, com a chancela da Porto Editora, no dia 22 às 18h30. 

Museu Abílio - Hall e piso 0 

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José Francisco Borges

Mais conhecido como J. Borges é um dos mestres da literatura de Cordel, xilogravurista e um dos artistas populares brasileiros mais conceituados na América Latina e no mundo. Nasceu em1935 em Pernambuco e, aos 21 anos, iniciou-se na escrita de folhetos de cordel e, pouco depois... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

Retratos de autores, encontros nos caminhos da vida - Carlos Freire

Retratos de autores,
encontros nos caminhos da vida.

Meus anos de jovem fotógrafo em Paris se passaram da melhor maneira possível, dou-me conta disso ao concentrar minha memória para escrever este texto destinado à imprensa portuguesa informando-a sobre esta exposição de retratos de escritores na Folio 2016 em Óbidos.

Em 1973 comecei minha vida em fotografia. Um começo sem hesitações visto minha vontade de ganhar o que necessitava para sobreviver em Paris, realizando retratos de escritores de meu gosto, autores que eu havia lido em sua maioria, e vendendo as fotografias desses escritores por mim selecionados para editores, revistas literárias e páginas culturais de jornais franceses.

Deu certo, pois durante alguns anos trabalhei muito nesse campo, e o ampliei, pois tive a oportunidade de trabalhar com páginas culturais e editores em Londres. Nunca fui fotojornalista, meu ritmo de trabalho, lento e contemplativo, recusou naturalmente essa profissão, que requer um outro tipo de atitude, de temperamento. Atitude mais metódica, a dos fotojornalistas, mais objetiva.

Meus encontros me formaram, desde a adolescência, meus caminhos foram aqueles do imprevisto. Sem medo.

Algumas das fotografias mostradas aqui em Óbidos, na Folio 2016 são resultado de encomendas ( Iris Murdoch, Marguerite Duras, Roland Barthes).

A grande maioria foram feitas por minha iniciativa. Quase todas foram verdadeiros encontros. Dos autores mostrados aqui em Óbidos, dois foram grandes amigos, Mary McCarthy e Lawrence Durrell. Outros, como Emil Cioran, Julio Cortazar e Carole Dunlop, eram escritores que eu frequentei, eram próximos de mim, eu os via com frequência.

Esta mostra aqui na Folio é a ponta do iceberg.

Durante anos tive o grande prazer de poder ganhar minha vida retratando artistas de quase todos os meios de expressão: escritores, ensaístas, poetas, pintores, escultores, arquitetos, atrizes, atores, fotógrafos, cineastas, músicos.

Dentre alguns desses artistas e criadores:

Francis Bacon, Daniel Barenboim, Orson Welles, Susan Sontag, Alain Resnais, Annie Ernaux, Vieira Da Silva,Michel Leiris, Jorge Amado, Alvaro Siza, Willy Ronis,Carlos Fuentes, Roberto Rossellini, Oscar Niemeyer, André Kertèsz, Dominique Sanda, Jeanne Moreau, Manoel De Oliveira, Pierre Clementi, Klaus Kinski, Jean-Luc Godard, Marceline Loridan, Andy Wharol  e tantos outros, durante muitos anos de encontros em fotografia.

Fiz uns poucos livros, catálogos e brochuras de apresentações de minhas diversas exposições, mas com bons autores, que eu admiro: Jorge Amado,  Charles Morazé, Cesare De Seta, Lydie Lachenal, Charles Malamud, Pierre Vidal Naquet, Lawrence Durrell, Jacques Lacarrière, Adonis, Alain Jouffroy, Driss Benzekri, Marc Fumaroli, Renzo Piano.

Sem subvenções, em total liberdade, percorri dois terços de minha trajetória realizando minhas fotografias.

Quem sabe, mais do que isso...sem me aproximar de quem não devia. Livre, e espero, coerente nesse percurso.

Minha ultima exposição, anterior à atual em Óbidos, foi em 2014 e 2015 em Paris, no Mois de la Photo, se chamava "Carlos Freire dans la Sicile de Vincenzo Consolo". Mostrada na Galerie Dina Vierny durante seis meses, com minhas fotografias da Sicília e textos do escritor Vincenzo Consolo, grande escritor siciliano, homem integro e lúcido, um caro amigo.

Atualmente trabalho na belíssima cidade do Porto. Com Álvaro Siza, que me honrou em aceitar de realizar um livro comigo.

Feliz e honrado estou também de participar da Folio 2016 aqui em Óbidos mostrando uma pequena parte de minhas fotografias de escritores.

Fotografias feitas com simplicidade, e sem outra pretensão que a de registar um momento preciso da vida desses seres excepcionais que são os escritores, que nos oferecem tanto prazer de leitura com seus talentos.

Carlos Freire, agosto de 2016              
Siracusa, Sicília.   

 

(DR: Doris Lessing, Londres 1996 copyright Carlos Freire)


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Carlos Freire

Carlos Freire nasceu no Rio de Janeiro, em 1945. A viver em Paris desde 1968, onde iniciou, pouco depois, o seu trabalho como fotógrafo para revistas como a Magazine Littéraire, a Art Presse The Times- Hoje, o carioca que virou parisiense soma hoje já mais de 700... Read More →



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
TENDA AUTORES Praça de Santa Maria

11:00

Utopia, Hoje
*Inauguração oficial com os artistas  dia 24 de setembro, sábado, às 16h00

A exposição “Utopia hoje” apresenta as propostas de 10 artistas que interpretam, de forma livre e autoral, as obras de dois nomes maiores da nossa literatura Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda que escritas em épocas distintas, “Mensagem” e “A Jangada de Pedra”, símbolos da nossa memória cultural contemporânea, abordam temas identitários e podem sugerir, nesse sentido, uma reflexão sobre Portugal.Apresentados em dois núcleos distintos, e que pretendem suscitar um diálogo entre as obras de Pessoa e Saramago na perspectiva da Utopia, tema do FOLIO 2016, cada um dos artistas concentrou a sua alma e pensamento nos aspectos que mais lhe interessavam, sejam estéticos, históricos, geográficos ou políticos, apresentando múltiplas leituras e interpretações, que não devem ser entendidas como ilustrações, porque estão para além dos textos literários, ainda que criadas a partir deles. De Cláudio Garrudo, Joanna Latka, Marta Ubach, Pauliana Valente Pimentel, e Teresa Gonçalves Lobo são as obras referentes à “Mensagem” de Fernando Pessoa”, enquanto Augusto Brázio, Hélio Luís, Paula Almozara, Rui Soares Costa, e Tiago Casanova partem da obra “A Jangada de Pedra” de José Saramago.A exposição “Utopia hoje” tem a curadoria de Ana Matos e foi especialmente concebida para esta 2ª edição do FOLIO, numa parceria entre Casa Fernando Pessoa, Fundação José Saramago e Galeria das Salgadeiras. 500 anos passados da publicação de “Utopia” de Thomas More, 82 anos da “Mensagem” de Fernando Pessoa e 30 anos de “A Jangada de Pedra” de José Saramago, que sentidos encontraremos, hoje, para a palavra Utopia? O não-lugar, no seu sentido etimológico, a projecção de um mundo que reclamamos melhor, porque mais justo? Com esta exposição, propõem-se, pois, reflexões de cariz estético e artístico, mas também político e social em torno da temática da utopia.

Ana Matos
(Curadora da exposição e directora da Galeria das Salgadeiras)  

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Ana Matos

Lisboa, 1972. Vive e trabalha em Lisboa.Fundadora e directora da Galeria das Salgadeiras fundada a 4 de Julho de 2003.Co-Fundadora do “Bairro das Artes — A Rentrée Cultural da Sétima Colina de Lisboa”, criado em 2010.Co-Fundadora e Membro da “Isto não é um Cachimbo. Associação... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
MUSEU ABÍLIO

11:00

LÚMEN - Instalação Rui Horta

LÚMEN

Instalação Rui Horta

O espaço como contexto mas, simultaneamente, o texto da obra. O corpo como mediador, lugar da revelação, território entre o transcendental e o concreto. Luz e Video, que convocam a imaterialidade para a experiência do visitante.

LÚMEN é um encontro improvável mas lógico, um convite para investir a Igreja do Espírito Santo e o desafio de deslocar o espaço sacral para o território da arte.

Rui Horta


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Rui Horta

Coreógrafo e bailarino, Rui Horta nasceu em Lisboa e logo aos 17 anos começou a dançar no Ballet Gulbenkian. Viveu depois em Nova Iorque, onde completou a sua formação, foi professor e intérprete durante vários anos. Na Alemanha, dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
IGREJA DA MISERICÓRDIA Largo da Misericórdia

11:00

Estreitando Margens

Inauguração da exposição de fotografia Desmargens, sobre o tema da Utopia

 



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CLEPUL Residência José Joaquim dos Santos

11:00

Desnorte de Gilson Lopes
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Gilson Lopes

Tem mais de 30 anos de experiência nos campos da Ilustração, do design e da publicidade. Como ilustrador, colaborou com revistas importantes, no Brasil e em Portugal. Como diretor de arte, trabalhou em diversas agências de publicidade, nacionais e multinacionais. Teve grandes... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
LIVRARIA DA ADEGA Rua da Porta da Vila, 2510-089 Óbidos

11:00

Muro - Exposição The Cooked Book
Muro - Exposição The Cooked Book  - Vila Joya Cr-eat-ivity 

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Carlos Coelho

Ivity
Carlos Coelho, uma das grandes referências portuguesas no domínio da construção e gestão de marcas, , ao longo de 20 anos, conduziu centenas de projectos de algumas das marcas mais relevantes em Portugal, como o Multibanco, Telecel/Vodafone, Yorn, Galp Energia, RTP, Tv Cabo... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
ENTRADA DA VILA

11:00

Porto Cartoon

PortoCartoon: Utopia com Humor

O tema do PortoCartoon 2016 está em sintonia com o FOLIO 2016.

Em Óbidos, pode ser vista uma seleção com os melhores desenhos do humor internacional sobre Entendimento Mundial/Utopia.

Mesmo que se apele ao entendimento mundial, os lápis do humor deslizam para as crateras do desentendimento, ou seja para a denúncia das contradições do poder, em diferentes instâncias.

O desenho vencedor é muito forte. O sino é bem maior que os barcos do desespero. Por mais que o toquem, a insensibilidade estelar tem sido evidente numa Europa que foge para os paraísos fiscais, insensível aos gritos de humanidade. Thomas More referia há 500 anos, na sua Utopia, que "a desonestidade da ganância de alguns converteu-se em calamidade". 

A calamidade não acabou. Pelo contrário, espalhou-se. 

O sino, insensível aos desesperos da humanidade, assinala bem os tempos que vivemos hoje.

Uma das exceções mais assinaláveis à linha do 'desentendimento global' é a participação de Plantu (estrela de Le Monde). Clarividente no apelo, ele faz uma homenagem ao entendimento utópico. Com esta particularidade: grita em português “Viva a Utopia”.

Outros artistas, aliás, repegaram na imagem antiga da ilha da utopia para as suas sátiras. Com incisão.

Ninguém pode ficar indiferente a estas mensagens. De arte e riso.

É a excelência do cartoon. Utopia com humor.

 

Luiz Humberto Marcos,

Diretor do Museu Nacional da Imprensa


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Museu Nacional da Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa/Jornais e Artes Gráficas é propriedade de uma entidade cultural privada, sem fins lucrativos, a AMI Associação Museu da Imprensa, reconhecida pelo Estado como instituição de Utilidade Pública, com manifesto interesse cultural e abrangida pela... Read More →


Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO "Ó" Rua da Vila 18, Porta do Vale 16, 2510-089 Óbidos

11:00

Utopia Colectiva
Exposição cartazes FOLIO – do ponto de vista da Utopia do público

O Folio 2016 é Utopia. O Cartaz do Folio uma tela perfeita.

Utopia: o cartaz ideal, imaginário, fantástico.


Há um folha de papel que dobrando-se desenha a letra F, por trás dela o espaço é branco. É o espaço da Utopia.

 O João Vilhena e o Afonso Cruz  pintaram o mote. A utopia que no Folio nasce do branco. Do meio de nós. Do meio do Folio.

Mas porque é ideal, imaginário e fantástico todos somos(temos) uma. Nunca um evento teve cartazes que fossem todos originais. Três, quatro, dez ou cem cartazes.  Os que todos quiserem fazer. 

No mundo social a comunidade que ama o Folio tem uma tela de utopia só para ela. Para cada um. Que á a tela matriz da Utopia coletiva. O Folio oferece a tela digital e todos devolvem nela as suas utopias.

 

Cartazes originais que depois serão expostos em formato A4 cobrindo as paredes de uma sala durante o Folio.

 

in Folio mais : a sala da Utopia.

 

Nela todos se podem fotografar durante o FOLIO ao lado da sua utopia. Junto da de todos os outros.  E repetir a partilha, ideal, fantástica, imaginária.

 

JMdiogo

 

Organizadores
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José Manuel Diogo

Diretor de Comunicação, Folio
O Diretor de comunicação do Folio, José Manuel Diogo é um autor e colunista português. Especialista em media intelligence, informação e gestão de comunicação. Estudou Jornalismo e Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra, em Coimbra, frequentou o curso XXXV PADE... Read More →



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
ESPAÇO CRIATIVO ANDRÉ REINOSO

11:00

Visualizações Da Influência Da "Canção Do Exílio"

Inserida na programação - UTOPIA - Matemática e Literatura


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Joshua Enslen

Joshua Enslen é professor associado de Português na Academia Militar de Westpoint nos Estados Unidos, onde começou a lecionar após completar o seu doutoramento em Línguas Românicas na Universidade de Georgia. Em 2008 publicou Embodying the Nation: Literature and Diplomacy in... Read More →



Sunday October 2, 2016 11:00 - 21:00
RESIDÊNCIA JOSEFA D'ÓBIDOS

15:00

Frederico Lourenço: lançamento da sua tradução da Bíblia
Frederico Lourenço: lançamento da sua tradução da Bíblia, conversa com Anabela Mota Ribeiro 

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Frederico Lourenço

Frederico Lourenço (1963) é tradutor, autor, professor e ensaísta. É natural de Lisboa, onde se formou em Línguas e Literatura Clássica. Traduziu as obras Ilíadae Odisseia, de Homero, sendo que com esta última venceu os prémios D. Dinis e o Grande Prémio... Read More →

Curadores
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Anabela Mota Ribeiro

FOLIO FOLIA
Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes, vive e trabalha em Lisboa. Licenciou-se em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. Fez uma tese de mestrado em Filosofia (variante Estética) sobre “A Flor da Melancolia e o Ímpeto Cesariano (ou a Negação e a Afirmação... Read More →

Sunday October 2, 2016 15:00 - 16:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

16:00

“As Tentações de Santo Antão” - Conversa Bosch

 A oportuna e excelente ideia de participação do Museu Nacional de Arte Antiga neste Festival partiu do Fólio e faz-se por intermédio de uma das pinturas mais célebres, interessantes e populares da colecção do museu: o tríptico das Tentações de Santo Antão, de Jerónimo Bosch. Consiste, antes de mais, em mostrar em Óbidos uma cópia “integral” do fascinante tríptico, ou melhor, um simulacro do objecto pictural completo cuja presença interrogará por momentos o passante com alguma dose de perplexidade (“mas eles deixaram trazer a obra para aqui?”). Trata-se de um efeito “Coming out”, replicando uma operação em que, há um ano, o museu saiu à rua com muitas das suas pinturas… Efeito acentuado até por uma circunstância algo fortuita, dado que o verdadeiro tríptico, emprestado ao Museu do Prado para a grande exposição do centenário do pintor, não pode ser observado no MNAA até 4 de outubro. Quer isto dizer que o único sítio onde podemos visitar as Tentações de Bosch será em Óbidos, durante o Fólio. Uma coincidência que não deixa de ter muito de situação literária.

No ano em que se assinala o centenário da sua morte, Bosch é uma excelente escolha para integrar um festival orientado pelo tema da Utopia. O universo visionário deste misterioso pintor, impregnado de figurações monstruosas, grotescas, demoníacas ou escatológicas, numa aparente negação do Paraíso na Terra, tem merecido neste ano um notável esforço de redescoberta e de reinterpretação, permitindo-nos uma nova aproximação à complexidade da sua obra, profundamente religiosa e moralizante. Eximindo-a definitivamente às leituras “alquímicas”, “heréticas” ou “surrealistas”, muito embora continue a fazer sentido o qualificativo de Breton, ao chamar a Bosch um “visionário integral”.  


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Joaquim Oliveira Caetano

Conservador da colecção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga



Sunday October 2, 2016 16:00 - 17:00
LARGO PADRÃO CAMONIANO

16:00

“Utopia” de Thomas More – apresentação e conversa por Rui Tavares
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Rui Tavares

Historiador e escritor, Rui Tavares nasceu em Lisboa em 1972. Formou-se em História de Arte pela Universidade Nova de Lisboa, fez o mestrado de Ciências Sociais na Universidade de Lisboa e o doutoramento na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris,especializando-se... Read More →


Sunday October 2, 2016 16:00 - 17:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

"Fado Camané" - Bruno de Almeida, conversa com o realizador
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Bruno de Almeida

Bruno de Almeida (Paris, 1965) é realizador e produtor. Começou a sua carreira na música como guitarrista de jazz e a compor para coreografias de nomes como Vera Mantero e Francisco Camacho. Em 1990 abriu a produtora Arco Films. A sua primeira curta-metragem, A Dívida, vista em... Read More →


Sunday October 2, 2016 17:00 - 18:00
ÓBIDOS LOUNGE Rua Direita, 78/86, Óbidos

17:00

Mário de Si – Performance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Mário deSi
Perfomance inspirada na correspondência entre Pessoa e Sá Carneiro
Coordenação Pedro Giestas

Anatomia da Identidade que recentemente nasceu em Óbidos, apresenta o seu primeiro trabalho coletivo com este espetáculo. Celebrar a vida é umdos grandes objetivos deste projeto por isso, apresentamos um poeta, que, tendo-se retirado da vida por vontade própria, sempre viveu em busca louca, e sempre insatisfeita pela beleza a celebrar. Mário deSá Carneiro foi para este grupo um homem louco que causou curiosidade, a estória que queremos contar é a do momento emque essa loucura foi familiar a cada umde nós. Mário do outro lado do espelho, eu e outro.

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Pedro Giestas

Pedro Giestas é natural de Vouzela, de onde saiu para frequentar o Conservatório de Teatro no Bairro Alto em Lisboa em 1990. Criador do Teatro Invisível, tem desde então desenvolvido projetos que visam sobretudo levar o teatro junto de povoações do interior... Read More →


Sunday October 2, 2016 17:00 - 18:00
RUAS DE ÓBIDOS

21:00

A ilha desconhecida

A ILHA DESCONHECIDA

Espetáculo de teatro, a partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Coprodução: Fundação José Saramago | Trigo Limpo teatro ACERT

 

A Fundação José Saramago em coprodução com o Trigo Limpo teatro ACERT irão estrear no 2º FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos um espetáculo onde se celebra as palavras do Nobel português.

Este espetáculo terá 8 apresentações neste Festival, prosseguindo digressão nacional e internacional nos anos de 2016 e 2017.

Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?

Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”

Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”

Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?

No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante.  A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.

Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco.

Espetáculo criado especialmente para o FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos para apresentações adaptadas a espaços ao ar-livre.

O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

 

Ficha Técnica

A ILHA DESCONHECIDA

Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

 



Sunday October 2, 2016 21:00 - 22:00
JARDIM SARAMAGO